Dunga morre abraçado com eleitos



Dunga morreu abraçado com seus eleitos. Os adjetivos da sua fórmula vencedora, colhidos em livros de auto-ajuda, não redundaram em título. Não adianta só ter comprometimento, coerência e foco. Talvez isso resolva para vendedores de multinacionais e participantes de vestibular. No futebol, talento tem uma relevância grande.

No espaço de quatro anos, Dunga levou a Seleção a todos os títulos que disputou – Copa América e Copa das Confederações – e obteve feitos notáveis, tais como vitórias sobre a Argentina e Uruguai em solo estrangeiro. Porém, perto do Mundial Dunga fechou os olhos para algumas evidências. Jogadores fundamentais, como Kaká e Luis Fabiano, estavam aquém de suas condições físicas ideias. O jogador do Real Madrid, aliás, não é mais aquele. Sem poder dar seus piques por conta de problemas físicos crônicos, tentou improvisar um novo atleta, de ocupação de espaço e toques curtos, que parece não funcionar.

Ao preterir Ronaldinho Gaúcho por Julio Baptista, Dunga mostrou como pensa o futebol e acreditou no conto do vigário. A Holanda atual é um time pragmático, cujo futebol não enche os olhos mas rende frutos no placar. Acreditar que com camisa a gente chega lá, não dá mais.



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