A Celeste voltou



Duas vitórias e um empate. Quatro gols feitos e nenhum tomado. Estes foram os surpreendentes números do Uruguai na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul. Campanha inimaginável antes do Mundial até mesmo para os ardorosos fãs da Celeste Olímpica.

A classificação suada para o Mundial indicou um time competitivo em dois momentos: a derrota para o Brasil por 2 a 1, no Morumbi, quando Luis Fabiano cavou seu lugar no coração de Dunga, e no triunfo sobre os equatorianos por 1 a 0, em Quito. Mas nada que fizesse supor a consistência que se viu no grupo teoricamente mais difícil do Mundial.

Na estreia, o empate por 0 a 0 com a França indicava um mau futuro para o selecionado sul-americano. Não pelo resultado com a atual vice-campeã do mundo – ali não sabiamos o fiasco que seriam os franceses. Mas pelo futebol travado que o time apresentou. No segundo jogo, Oscar Tabarez, não à toa chamado de Maestro em seu país, resolveu recuar o astro do time, Forlán, e escalar no ataque ao lado de Luis Soárez o jogador do Palermo Cavani. O time, assim, passou a ter um setor ofensivo mais pujante. E como a defesa já faz um papel digno, com o ótimo Muslera, o prestativo lateral Maxi Pereira e as variações na zaga, com Lugano, Godin e Fucile, ou Victorino. O volante Arévalo Rios, que comeu a bola contra os sul-africanos, ajuda na proteção.

Essa análise tática chinfrin é apenas para justificar a ressurreição de uma seleção que foi maioral na primeira metade do século XX e depois decaiu. E que agora tenha uma chance de ouro de fazer sua melhor campanha desde 70, quando foi semifinalista. Aliás, pode até repetir a semifinal do Mundial do México contra o Brasil. É favoritíssima contra a Coreia do Sul e chegando às quartas já terá registrado um feito de décadas. Basta lembrar que na última campanha razoável, em 90, o time venceu apenas um jogo – 1 a 0 justamente sobre a Coreia do Sul, adversário de agora – e caiu nas oitavas diante dos italianos, donos da casa.



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