No Mundial africano, o primeiro eliminado é africano



Curioso o futebol! Camarões, país responsável pela onda pró-futebol africano, após a campanha surpreendente na Copa de 90, é o primeiro país eliminado no primeiro Mundial disputado em solo africano. Ironia pura. Nem Eto’o, supercampeão em Barcelona e Inter, salvou. Com duas derrotas para Japão e Dinamarca, o time vai para o duelo contra os holandeses apenas cumprir tabela.

E o Novo Continente caminha para ser um desastre na sua Copa do Mundo. África do Sul, Nigéria e Argélia têm chances remotíssimas de passar de fase – talvez tenham que recorrer aos feiticeiros de suas terras. Gana e Costa do Marfim são os maiores despositários das esperanças. No caso da seleção ganesa, cujos dois gols até agora sairam em cobranças de pênaltis de Asamoah Gyan,  será preciso segurar a poderosa Alemanha. Já os marfinenses precisarão pelo menos empatar com o pentacampeão Brasil para chegar com boas possibilidades na rodada final, contra a Coreia do Norte.

Esse quadro aponta para um norte preocupante: pode ser este o primeiro Mundial desde 86 em que nenhuma seleção africana supera a fase inaugural. Justamente quando o continente celebra e tem seu maior número de participantes em uma edição (seis), a catástrofe se anuncia. Até agora, foram apenas cinco gols das seleções do mais sofrido dos continentes em 11 jogos, menos de meio por jogo. E as previsões de Pelé e outras vozes na década de 90 vão fazendo água. A África ainda terá que penar muito para um dia fazer um campeão mundial.

E a discussão é: por que eles estão jogando pior do que há oito, 12 anos? Influência do futebol europeu e seus técnicos?



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