Em Copas, Espanha é freguesa do Brasil



A possibilidade de um precoce confronto entre Brasil e Espanha, nas oitavas de final, não é nada desprezível. Com a derrota para a Suíça, a Fúria deve brigar pela segunda colocação do Grupo H, se levarmos em conta que os helvéticos e seu ferrolho devem abocanhar o lugar mais alto – não me xinguem, chilenos! E o Brasil, embora muita gente ache que pode nem passar da primeira fase igualando a bisonha campanha de 66, ainda é o favorito para terminar na liderança do grupo G. Essa combinação colocaria os atuais campeões sul-americano e europeu frente a frente. Um jogo que esperou-se, esperou-se, esperou-se na Copa das Confederações e não veio. Por culpa dos ibéricos, diga-se.

Nesta quinta, na monótona coletiva da Seleção, Nilmar decretou: Um confronto Brasil e Espanha seria a final antecipada. Exagero? Provavelmente, tendo em vista que o melhor futebol até agora é obra de argentinos e alemães (que podem, e devem, se encontrar nas quartas de final). Porém, não deixaria de ser um jogo de arrepiar. Seria certamente o duelo mais importante entre as duas equipes em toda a história dos Mundiais.

Apesar de a Espanha ter eliminado o Brasil em 34, quando a competição era toda em mata-mata,  e os brasileiros tenham devolvido a dose em 62, desta vez a dimensão do embate seria muito maior. Nas 18 edições anteriores de Copas, o confronto Brasil x Espanha aconteceu cinco vezes, com três triunfos verde-e-amarelos, um espanhol e um empate.

O curioso é que essa hegemonia brasileira pode ser decantada pelos inapeláveis 6 a 1 de 50, com a torcida no Maracanã cantando “Touradas em Madrid”, composta por João de Barro, o Braguinha. Porém, também pode ser questionada pelos europeus pelas polêmicas envolvendo os jogos de 62 e 86. No primeiro, válido pela última rodada da fase de grupos, houve o famoso lance em que Nilton Santos deu um passo para fora da área após cometer falta em Adelardo e o juiz caiu na dela, marcando falta em vez de pênalti. O detalhe é que naquele momento os espanhóis venciam por 1 a 0. Depois, Amarildo, substituto do contundido Pelé, viraria o jogo e classificaria o Brasil para as quartas. Já no Mundial do México, em 86, as duas seleções se defrontaram logo na estreia. O 1 a 0 brasileiro, com gol de Sócrates, foi muito contestado, e justamente, pelos adversários. O atacante Michel chutou de longe, a bola tocou no travessão do goleiro Carlos e bateu depois da linha. O juiz, no entanto, não assinalou o gol. Confira os resultados dos cinco jogos entre brasileiros e espanhóis em Copas:

1934 – Espanha 3 x 1 Brasil –

GOLS: Iraragorii (1 x 0, 18min/1ºT), Lángara (2 x 0, 25min/1ºT), Lángara (3 x 0, 29min/1ºT) e Leônidas (3 x 1, 17min/2ºT)

1950 –

Brasil 6 x 1 Espanha

GOLS: Ademir (1 x 0, 15min/1ºT), Jair (2 x 0, 21min/1ºT), Chico (3 x 0, 29min/1ºT), Chico (4 x 0, 10min/2ºT), Ademir (5 x 0, 12min/2ºT), Zizinho (6 x 0, 16min/2ºT) e Igoa (6 x 1, 25min/2ºT)

1962 – Brasil 2 x 1 Espanha

GOLS: Adelardo (0 x 1, 35min/1ºT), Amarildo (1 x 1, 27min/2ºT) e Amarildo (2 x 1, 41min/2ºT)

1978 – Brasil 0 x 0 Espanha

1986 – Brasil 1 x 0 Espanha

GOL: Sócrates (1 x 0, 18min/2ºT)



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