África do Sul x México – jogo divertido!



Nas últimas Copas do Mundo, o jogos de abertura tinham uma potência contra um adversário bem inferior. Na sequência, desde 90: Argentina 0 x 1 Camarões, Alemanha 1 x 0 Bolívia, Brasil 2 x 1 Escócia, França 0 x 1 Senegal e Alemanha 4 x 2 Costa Rica. Sim, é verdade que somente no Mundial germânico a Fifa resgatou a tradição de os anfitriões participarem do confronto inicial. Mas o fato é que sempre havia uma força global e, duas vezes, tínhamos presenciado uma zebraça com os africanos Camarões e Senegal.

Desta vez, tivemos um jogo entre duas seleções do bloco intermediário. Ou melhor, a África do Sul nem do intermediário é. E não é que o jogo foi dos mais agradáveis? Ajudou, e muito, a bola qualidade no passe das duas equipes. O México corre o risco, aliás, de ver uma geração campeã do mundo sub-17 não triunfar por ter caido no grupo mais intrincado do Mundial. Giovani dos Santos, Vela e Javier Hernandez são três ótimos jogadores que, pelo visto, não serão escalados juntos. Isso para não falar de Guardado, que entrou no segundo tempo e deu nova vida aos cucarachas.

Uma impressão que ficou do jogo inaugural é que Parreira conseguiu dar uma cara para seu time. Não á toa está há 13 jogos sem perder. Fosse o Mundial em outro país e essa seleção Bafana-Bafana teria pouquíssimas chances de avançar para as oitavas de final. Mas em casa, com uma euforia contagiante e com padrão de jogo bem definido, apoiado no bom meio-de-campo Dikgacoi e na versatilidade de Tshabalala,  pode até chegar. Só que ficou a nítida impressão de que precisará correr muito para vencer uruguaios e franceses. Não será fácil e o risco de ser a primeira mandante a não passar a fase seguinte é considerável.

Outro detalhe é que Parreira, que bateu o recorde em número de Copas como treinador, segue sem vencer quando dirige uma seleção estrangeira – também comandou Kwuait (82), Emirados Árabes (90) e Arábia Saudita (98). Ainda terá ao menos duas possibilidades para isso.

E duas perguntas em relação ao rápido time do México:  como o técnico Javier Aguirre pode escalar um goleiro com a estatura de Pérez? Ainda mais tendo Ochoa no banco? E mais: como pode entrar um campo um jogador totalmente fora de forma como Blanco? Tem o jogador uma ascensão sobre o grupo tamanha sua adoração pelos torcedores do país?

PS: Achei que seria duro assistir a essa Copa com o frisson das vuvuzelas. Mas a verdade é que, ao menos pela televisão, o barulho é tão constante que, repentinamente, você nem nota sua existência. Para quem está no estádio não deve ser a mesma coisa. Aliás, na transmissão apareceu uma sul-africana com enormes fones de ouvido. Bela estratégia, heim?



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