Maradona põe a Argentina no ataque



E parece que Maradona vai escalar a Argentina do jeito que o diabo gosta, no bom e no mal sentido – perdão, Mefistófeles! Enquanto repetimos que Dunga é previsível e tem um time obreiro, sem arrojo ofensivo, na Argentina não faltam testes e mais testes para definir o time da estreia na Copa do Mundo. No treino deste sábado surgiram fortes indícios de que Dieguito não quer saber de contenção. Moderação não é definitivamente a sua praia.  Como craque que foi, vai colocar o time no ataque contra a Nigéria. Tevez é o nome que deve polvilhar o time de ofensividade.

Na prática (como chamam os argentinos), o treinador largou mão do 4-4-2 tradicional, e vitorioso no amistoso contra a Alemanha, diga-se, por uma espécie de 3-3-2-2, puxando o estabanado Jonas Gutierrez para a direita mais adiantado, ao lado de Mascherano, com Verón livre à frente, e com Messi e Di Maria encostando na dupla de ataque Higuain e Tevez. Na tradução, podemos achar que surge assim um quadrado mágico versão alviceleste (pronto para afundar como a matriz verde-e-amarela de 2006?).

Não sabemos se dará certo, óbvio! Mas essa faceta imprevisível de Maradona é uma delícia. Tem toques de milonga. A passionalidade parece ter prioridade. Pode ser também que o Pibe pense: “contra Nigéria, Coreia do Sul e Grécia, adversários escancaradamente inferiores, posso fazer isso. Depois, lá na frente, contra bicho-papões do tamanho de uma Alemanha, um Brasil, uma Itália, eu volto à formação mais moderada.”

O fato é que se já existe muita expectativa para os jogos de nossos hermanos no Mundial, por conta principalmente de Tevez, ela só aumenta com essa injeção de ousadia. Numa conversa recente com um jornalista do Olé, por MSN, ele me dizia que a tendência é Maradona escalar Carlitos na time titular (vai ter corintiano torcendo pela Argentina?).

O técnico gosta do pupilo, ídolo do Boca como ele, aguerrido como ele, e que vive fase plena no seu futebol. Com o trio Demichelis, Samuel e Heinze atrás não dá para dizer que o goleiro Romero está protegido. É um risco danado. Talvez a aposta na capacidade marcadora da dupla Mascherano e Gutiérrez conte muito. Porém, pode também ser um modelo Santos 2010 estendido para o nível das seleções. Tomar gols não é a questão, mas sim marcar mais que o adversário. Isto já é mais uma suposição minha, a bem da verdade. No entanto, dá para arriscar que Diego pense assim. E se Messi disse ter “certeza” que será campeão do mundo….

A Argentina que deve enfrentar a Nigéria (por conta e risco do escriba quanto àos ‘cinco minutos’ de Maradona) então é: Romero, Demichelis, Samuel e Heinze; Jonás Gutiérrez, Mascherano, Verón, Di Maria e Messi; Higuain e Tevez Veremos já no dia 12, daqui uma semana, portanto!



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