Dunga cria a pátria em botinas



Dunga convocou seus 23 comprometidos e espera deles sangue, suor e lágrimas pela Seleção. A rodrigueana expressão “pátria em chuteiras” ganhou nova leitura no reinado dunguista. Agora é a “pátria em botinas”. Uma mescla de patriotada com volantada é o receituário do treinador para obter sucesso na Copa do Mundo. Nada menos brasileiro.

Com o auxílio estranhamente exaltado de seu braço direito Jorginho, que deu pitos na imprensa, o comandante ressaltou na coletiva pós-convocação as virtudes do patriotismo. Parecia o líder dos novos pracinhas rumo à guerra.

E nessa filosofia guerreira – será que seu livro de cabeceira também é “A arte da guerra”? – alistou uma infinidade de volantes. Kaká, em reabilitação física, é quase uma licença poética de Dunga. Ronaldinho Gaúcho seria mais um sopro de qualidade, nem que fosse como opção no banco. Mas, ao que parece, nosso líder não enxerga no dentucinho o tal espírito de batalha.

E Paulo Henrique Ganso, canhoto que vem enchendo os olhos dos torcedores? Esse, na cartilha dunguista, tem pouca vivência nas trincheiras e barricadas. Foi colocado numa lista de espera para lá mesmo ficar. Neymar, então, mereceu apenas indiretas do técnico, quase como se fosse um crime ter talento. Entre outras pérolas, sugeriu que o atacante, maior artilheiro na elite do futebol brasileiro no ano, se preocupa mais em participar de propaganda que jogar bola.

Mas, como diz um recente anúncio de cerveja, trata-se de um time de guerreiros prontos para o front. E assim forma-se a tal “Pátria em Botinas”.



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