Castigo à francesa



A França é a atual vice-campeã do mundo e não será cabeça de chave do Mundial sul-africano. A Holanda, que caiu nas oitavas-de-final na Alemanha, ou seja, nem entre as oito melhores ficou, será. Tudo porque o critério que a Fifa usou foi o seu ranquing, ao qual obviamente ela quer atribuir algum valor. Mas é curioso que sejam justamente os franceses os apeados. Coincidentemente após a polêmica envolvendo os tapas de Henry na bola contra a Irlanda que garantiram a pátria do Iluminismo na Copa. Nunca consigo ver coincidências nas decisões da entidade.

A presença de França e Portugal no pote 2 provoca a pergunta: Um deles acompanhará a África do Sul no grupo 1? Ou os sul-africanos terão a “sorte” de uma chave fraca – única chance de passarem da primeira fase. Suponhamos que no seu grupo, os sul-africanos sejam acompanhados de Nova Zelândia, Chile e Suiça. Só com adversários desse porte a equipe de Parreira, muito ruim, tem chances de passar às oitavas de final.

A configuração que o jornal Marca previa só mudou mesmo pelas trocas entre Holanda e França de potes. O Brasil certamente enfrentará um africano (Camarões, Costa do Marfim, Argélia, Nigéria ou Gana). Mas para ilustrar como há diferenças entre a política que a Fifa adotou na Copa da Alemanha e agora para dividir os bloco são:

1 – A Argentina, nos dois últimos Mundiais, encarou dois europeus na primeira afse. Desta vez isso não poderá acontecer por um detalhe simples. Todos os integrantes do Velho Continente que não são cabeças de chave estão em um pote só.

2 – Austrália e Japão fizeram parte do grupo brasileiro na Alemanha. Agora estão no mesmo pote.

3 – O Brasil obrigatoriamente pegará um africano. Desta vez isso não acontecerá.

 



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