A maior noite do Alcorcon



Minha coluna de hoje, 29 de outubro, no LANCE!

A maior noite de Alcorcon

“La noche mas grande”. Eis a manchete que o site oficial da Agrupación Deportiva Alcorcón estampava na tarde desta quarta-feira. Compreensível! O modesto clube localizado em cidade com pouco mais de 166 mil habitantes, encravada na província de Madri, provocou uma enorme crise no time mais paparicado do mundo. Os 4 a 0 pela Copa do Rei fizeram o diretor Valdano pedir desculpas à comunidade madridista e o presidente Florentino Pérez dizer-se humilhado pela ruborização do Real.
Benzema e Raúl, titulares no “duelo do ridículo”, na classificação dos jornais espanhóis, jamais poderiam imaginar que as pirotécnicas apresentações de Kaká e Cristiano Ronaldo, há quatro meses, seriam ofuscadas pelo “baño de fútbol” de um nanico clube amarelo. O supremo triunfo da equipe da Terceira Divisão da Espanha aconteceu em acanhado estádio que comporta quatro mil testemunhas. Mesmo local em que dez dias antes os alcorconeros perderam para o Atlético de Madrid B por 3 a 1. Isso mesmo, o segundo time do rival citadino do Real.

O futebol, como o palco do Manchester United, é um teatro dos sonhos. Nele até os esfarrapados podem virar reis e um time fundado em 1971 e com 900 sócios arrase o maior campeão europeu da história, nascido 69 anos antes. O desastroso resultado fez muito mais do que colocar o cargo do técnico chileno Manuel Pellegrini a perigo. Ele deliciou amantes do futebol pelo mundo afora. Porque no imaginário do torcedor é sempre assim: Se o Alcorcón pode, por que meu time nã? Si, señores, si puede. O resto Freud explica.



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