O dia em que a Copa disse ‘ufa’



Minha coluna no LANCE! desta quinta-feira, dia 15 de outubro de 2009

O dia em que a Copa disse ‘Ufa’

Centenário, palco da Copa inicial, em 1930, foi ontem o cenário de bênção ao próximo Mundial. Pois quem preza pela maior competição do planeta bola não pode conceber a disputa sem a Argentina. Que me desculpem os vigilantes da rivalidade, mas a tradição é que injeta graça nas Copas. Não dá para esperar quatro anos e ficar sem a presença das camisas que deram contorno à história.
E a combinação foi tão perfeita que o Uruguai, outro relicário de tradições, terá uma nova chance de ir à África do Sul. Aliás, difícil imaginar que vá sucumbir na repescagem. E assim a tendência é termos todos os sete campeões em campo na disputa de mais um troféu. A França também foi para o rebolo, mas contra Bósnia, Irlanda, Eslovênia ou Ucrânia deve sobressair.
E o que dizer do 1 a 0 de Montevidéu? A qualidade técnica não deu o ar da graça, é verdade. O prevalecente foi o simulacro de guerra, que o futebol teima em reproduzir. Um jogo travado, com pernadas por todos os lados e arbitragem conservadora do paraguaio Carlos Amarilla – ao feitio que já conhecemos de Libertadores.
E não é que Maradona livrou-se do fiasco? Por pouco não manchou seu apoteótico currículo. Mesmo com seu festival de besteiras à frente da Alviceleste, contou com a superação dos jogadores e agora deveria contentar-se em retirar-se e refestelar-se na fama de ex-jogador talentosíssimo. Ao fim do jogo, a cena marcante foi o desabafo ao lado de Carlos Bilardo. A realidade é o que futebol dá voltas, mas a Copa do Mundo saiu ganhando ontem à noite.



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