Coluna no LANCE! – 8 de outubro



Beleza no futebol é sim vital

Desculpem-me os jogos feios, mas jogo bonito é fundamental! E assim o poetinha Vinícius abençoaria a arte nos nossos gramados. O esporte é de competição, mas seu valor supremo está no que tem de estético. Sim, é a velha discussão da “arte versus resultado”. E assim ignoramos que elas podem dar-se as lisas mãos. Duvida? Então me diga o que te dá mais prazer, gritar gol, como reles mortal, ou golaço, com tudo que ele comporta de divino? A competição é um imperativo, mas o que seria do esporte sem expressão artística?
Gaste alguns minutos hoje nos programas esportivos e concentre-se no segundo gol do Brasil diante do Uruguai no Mundial Sub-20. Troca de passes precisos, ginga, costura pelo meio e a finalização clássica de Alex Teixeira. E seus olhos rútilos testemunham meninos que já prezam a arte e dela são devotos. Impossível não se empolgar. Pois é assim para nós desde que Charles Miller encaixou uma bola nos braços. O belo futebol nos causa sensações orgásticas desde sempre. E o mesmo locutor, de timbre ufanista, que berrou “É tetra, é tetra!” após a dureza de um título rústico em 94 agita com o “esse é o futebol brasileiro” diante de uma jogada envolvente da Seleção.
Ao contrário do que a amargura anda espalhando, existe sim muita beleza no futebol atual.  Essa equipe canarinho de novos que está no Egito comprova isso. A nossa estética teima em se renovar, contrariando treinadores rabugentos que gostam de engessar suas equipes, simulacros de disputas de robô. Nossos talentos são rebeldes e não permitem que a arte morra.



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