A angústia de Maradona



Diego Armando Maradona deve estar contando os dias, batendo no teto da ampulheta para a areia correr rapidamente… Daqui a pouco mais de uma semana ele passará por uma provação que nem como jogador genial que foi passou. Terá que classificar para a Copa do Mundo de 2010 uma seleção que vem beirando o ridículo, uma comédia pastelão em azul e branco. Mas se trata de uma seleção de tradição inquestionável, que carrega o futebol bicampeão do mundo nas veias. Até os jogos contra Peru, em Buenos Aires, e Uruguai, em Montevidéo, o Pibe de oro sofrerá as angústias humanas que não rimam com um dios. Mas afinal ele foi, na concepção dos nossos vizinhos, uma entidade sobre-humana como jogador. Porque como técnico…

A verdade é que Maradona terá que dar fim às invencionices na equipe e escalar o melhor. Olhe pelo mundo e perceba que em todo canto tem bons jogadores argentinos atuando. Não vamos repisar nos nomes mais aclamados, como Tevez, Messi e Aguero. Esses são carne de vaca, Mas olhem um Cambiasso, que comanda com mestria a saída de bola da Inter de Milão. No mesmo time Diego Militto, no ataque, vem formando dupla eficiente com Eto’o. E Higuain, que em uma galáxia madrilena cavou seu lugar no time de Pelegrini? Até o veterano Crespo vem aprontando das suas no Genoa. E tem o bom Lavezzi no ataque do Napoli. E ainda teve a escaramuça com Riquelme. Mas reparem que pouco podemos apontar de defensores de qualidade. Heinze, Demichelis, Collocini, Burdisso, Samuel… Não dá para fazer muita coisa. E essa é uma praga que assola as terras do prata. Por isso que Guiñazu talvez pudesse ter espaço, talvez como um limpador de vidro na proteção à zaga. Ao lado de Cambiasso poderia representar proteção maior.

Os dias de Maradona passam lentamente enquanto as unhas são roidas. Mas o fato é que, como disse Passarella em um treinamento para a Copa de 98, “hay que tener hambre de gol”. Veremos!



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