Consistência brasileira



Com atraso vou postar sobre o superclássico Brasil x Argentina de sábado. O que dizer da classificação antecipada em três rodadas do time verde-e-amarelo para o Mundial da África do Sul? Pouca coisa além do registro de que continuamos a ser o único país a participar de todos os Mundiais. Não dá para contestar o trabalho de Dunga no plano geral. No comando da seleção sempre que surge um risco ele é apagado. O Brasil jogou quatro vezes contra os argentinos, venceu três marcando três gols. Sofreu um mísero, embora num chute magistral de Dátolo, gol. Nas Copas América e das Confederações ganhou com brilho. Em amistosos que se esboçavam difíceis praticamente só venceu – luminares as goleadas sobre Portugal e Itália. O que dizer?

Dizer que Kaká é decisivo sempre. Messi pode ser mais mágico, mais talentoso. Porém, o jogador do Real Madrid é o cara. O que dizer do passe que deu para Luis Fabiano marcar o terceiro, justamente quando os argentinos animavam-se após o petardo de Dátolo? O que dizer de Luis Fabiano. Difícil é entender como um atcante desse nível joga num time médio como o Sevilla. Poderia estar no Real Madrid – é muito superior a Benzema e Raul. Poderia estar no Manchester United – é melhor que Rooney. Poderia estar no Chelsea – é da mesma estirpe de Drogba. Ou no Arsenal, no Milan, na Inter… É melhor que Inzaghi, Diego Militto, e outros. E no gol há Júlio Cesar, um goleiro cada vez mais completo. Sai bem do gol, é seguro, arrojado… O Brasil está pronto para a Copa, ao contrário da rival Argentina, cuja nau vai à deriva. O leme está quebrado. Daqui até o fim do ano Dunga tem pequenos ajustes a fazer nos três amistosos que as Eliminatórias oferecerão: Chile, Bolívia e Venezuela. É esperar o sorteio dos grupos do Mundial e planejar-se. Copa sabemos que é torneio curto, de mata-mata, e que nas últimas edições os favoritos não têm conseguido corresponder – vide Argentina e França de 2002 e o Brasil do quadrado mágico de 2006. Oxalá agora seja diferente!



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