A polêmica de 78 voltou



Mais uma vez a velha polêmica é reacesa. E o velho vira novo. O mote é bom e será discutido infintamente. O Peru entregou o jogo para a Argentina na Copa de 1978? Como amanhã o jogo entre Brasil e Argentina pelas Eliminatórias será em Rosario, justamente o palco do controvertido jogo, a discussão voltou à tona. Em 2005, fiz uma entrevista com Mario Kempes, artilheiro daquele Mundial com seis gols, e ele era firme ao declarar que a goleada fora tótal mérito argentino. Disse que nunca ouve interferência dos milicos locais ou manipulação de qualquer outra ordem. As suspeitas ganharam proporção pelo fato de o goleiro Quiroga, que defendia a meta peruana, ter nascido na Argentina. Mas ver indício nisso é andar na vala comum. Então se no ano que vem o Brasil enfrentar a Espanha Marcos Senna marcará gols contra? Ou contra sua pátria de origem Eduardo da Silva prejudicará a Croácia?

A suspeita surge porque os anfitriôes necessitavam fazer quatrop gols de diferença e marcaram seis, sendo que estávamos na fase semifinal da competição, onde supôe-se que dificilmente um time levará tamanha goleada já que possui um bom nível técnico. Você vê alguns gols e, por estar com olhar de desconfiança, achará que houve colaboração do rival.

Há, porém, um fato mais escavroso e que dá vazão às suspeitas. A marcação de jogos com interesse mútuo, no caso Brasil x Polônia e Argentina x Polonia, para horários diferentes. Essa aberração permitiu aos donos da casa saberem de quanto precisavam vencer para chegarem à final. Fosse hoje e a Fifa seria enchovalhada. Mas convenhanos que na década de 70, onde a cobertura televisiva ainda era tímida e vivíamos períodos de ditaduras sanguinárias, esse tipo de coisa era mais tolerada.

O fato é que a Argentina acabou sendo campeã do mundo pela primeira vez ao vencer a Holnad ana decisão. Mas a discussão seguirá opor muitos anos.



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