O desafio dos desafios



Será que dia 5 setembro ouviremos Galvão Bueno berrar o clichê dos clichês? O vetusto “ganhar é muito bom, mas ganharrrrr da arrrrgentina é maaaaiiis gostoso”? Estamos a poucos dias do grande clássico sulamericano e os bordões relativos ao confronto sambarão de um lado e entrelaçarão pernas de tango do outro. Sem dúvidas é O JOGO das Eliminatórias para a Copa de 2010. E não me refiro apenas à zona continental aqui não. É no mundo todo. Nem a Europa reservou desta vez um confronto que tenha essa dimensão. Nos dias que se seguem tratarei bastante do confronto neste blog. Pretendo lembrar embates históricos – inclusive o da Copa de 78, que aconteceu exatamente em Rosário, palco de agora -, comentar o noticiário na nossa e na imprensa vizinha, levantar polêmicas e exibir números.

Vou destacar neste primeiro post que na Era do Dunga a Argentina não tem nada de adversário temido. Apenas cinco seleções rivalizaram ao menos três vezes contra o Brasil desde o segundo semestre de 2006 – quando inicia-se essa era. Chile, Estados Unidos e Equador são as vítimas prediletas. Os chilenos perderam quatro vezes, norte-americanos e equatorianos três (o Equador ainda conseguiu um empate). Já a Argentina enfrentou a equipe canarinho três vezes. E o time de Dunga superou o rival duas vezes e houve um empate por 0 a 0, no primeiro turno das Eliminatórias, no Mineirão. Os dois triunfos foram por expressivos 3 a 0, sendo que um deles foi na decisão da Copa América de 2007, na Venezuela. Para acentuar ainda mais essa pequena hegemonia, os queridos hermanos não marcaram um mísero gol na seleção pentacampeã mundial.

Dunga tem surpreendido os críticos. Céticos, entre os quais me incluo, que temiam pelo pior com ele no comando da amarelinha. E a principal característica da Seleção sob sua alçada tem sido triturar esse ceticismo. Feitos têm sido conquistados. Derrotar o Uruguai no Centenário, e por 4 a 0, era inimaginável. Ou os dois triunfos sobre a Itália sem levar gols. A goleada de 6 a 2 sobre Portugal. Enfim, um festival de respostas no campo. Mas talvez o maior desafio venha agora. O Brasil perdeu em solo argentino os dois confrontos que teve com os vizinhos em Eliminatórias. E a equipe de Maradona precisa, e muito, vencer. Os números grandiloquentes de Dunga se sustentarão em Rosário… A resposta no dia 5 de setembro.



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