Estônia, um adversário insípido



Não há muito o que escrever sobre esse jogo Brasil x Estônia. Em termos de resultado, só dá para esperar mais um triunfo do time de Dunga em um acanhado estádio para 10 mil pessoas. Futebol é um ambiente democrático, mas é um tanta risível ver a seleção mais famosa do mundo apresentar-se em tal local. Dizem que a estrutura é boa, mas Brasil é jogo para numerosas gentes, convenhamos.

No campo, Dunga pode promover algumas experiências. Espero, honestamente, que ele teste Diego Tardelli e o lateral Filipe. Falta um ano para a Copa e ele ousou chamar os dois. Em duas posições que certamente o técnico ainda não está convicto. Na lateral esquerda, as dúvidas são tormentosas. Dunga foi complacente com Kléber até o quase infinito. Na Copa das Confederações chamou André Santos, que tomou a vaga no jogador do Internacional. Não fez lá grandes brilhos, mas a situação é tão delicada naquela posição que virou titular. Sua presença nesse amistoso mostra que firmou-se. O chamamento de incógnito Filipe prova que ainda há espaços. Fábio Aurélio parece não seduzir mesmo o comandante verde-e-amarelo. O ataque, por outro lado, tem em Robinho e Luis Fabiano a dupla titular. Mas a reserva… Aí vêm os bodes. Alexandre Pato, talentoso, ainda não convenceu Dunga. Nilmar vive no lusco-fusco quando chega à Seleção. Adriano e Ronaldo fazem sombra, mas por enquanto… E aí veio a surpresa Tardelli. Se chamou a hora de testar é agora. Não irá fazer isso no grande confronto das Eliminatórias, contra a Argentina, né?

Tentei traçar linhas impossíveis para amistoso tão sem atração. Ainda bem que daqui a menos de um mês tem O JOGO. Esse que valerá a pena.



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