Alemanha e França em duelos cruciais



Nesta quarta-feira cinco jogos movimentarão as Eliminatórias Européias para o Mundial da África do Sul. Duas potências entrarão em campo: Alemanha e França. Ambas enfrentarão adversários frágeis e a vitória é importantíssima por motivos diferentes. Vamos a eles:

– Os alemães lideram o Grupo 4, porém têm a Rússia fungando no seu cangote – um ponto apenas as separa (16 a 15). Os dois países, próximos geograficamente – a Segunda Guerra não me deixa mentir – polarizam o embate nessa chave. Derrotar o Azerbaijão em casa naturalmente já seria uma obrigação, agora é mais que isso. Para o time do treinador Joaquim Low, o cenário ideal é manter essa pequena distância dos russos até o dia 10 de outubro. Nessa data os dois selecionados se encontrarão em Moscou. Nas condições atuais, um empate seria o suficiente para os germânicos assegurarem o primeiro lugar. Posto que classifica diretamente para o Mundial.  Restam apenas quatro jogos para as duas seleções. Além de Azerbaijão e Rússia fora de casa, os teutônicos serão anfitriões contra os próprios azerbaijanos e finlandeses. Já a Rússia, dirigida pelo holandês Guus Hiddink, jogará em seus domínios contra Liechteinstein e Alemanha e viajará para os confrontos diante de País de Gales e Azerbaijão. Se a vitória amanhã é favas contadas, que trate de ser mesmo.

– Os franceses estão em situação periclitante no Grupo 7. Mas pode ser ilusão de ótica. Vamos às explicações! A equipe é segunda colocada e está a graúdos oito pontos da líder Sérvia. Mas tem dois jogos a menos. Simploriamente pensando, faturando esses seis pontos a diferença cai para dois. A Lituânia, que está com apenas um ponto a menos que os gálicos, ficaria sete atrás nesse exercício projetivo. Mas tudo isso é hipótese, terreno dos mais rejeitados pelo futebol. Ou seja, o fato é que hoje a turma de Raymond Domenech é pressionada pelos lituanos e vê a Sérvia apenas se recorrer a binóculos. E vive a pressão de ter que vencer, vencer e vencer. Triunfar nos cinco jogos que lhe restam dará ao povo da revolução a vaga direta ao Mundial.

Tropeços podem custar passagem pela repescagem ou, em um cenário mais catastrófico, a queda para a terceira colocação e a guilhotina a la Robespierre. Nesta quarta o primeiro desafio para evitar a lâmina no pescoço. O rival Ilhas Faroe, território autônomo da Dinamarca, não assusta mas desde 92, quando joga torneios oficiais, já aprontou das suas. Para se ter uma ideia, a equipe ainda não sofreu nenhuma goleada nestas Eliminatórias. E mais: tem um empate por 1 a 1 com a Áustria, seleção tradicional e que derrotou a própria França por 3 a 1 na primeira rodada. Para os sérvios, foram duas derrotas por apertados 2 a 0. O jogo tem tamanha importância para os atuais vice-campeões do mundo que o polêmico atacante Nicolas Anelka decretou: “Se não pudermos vencer as Ilhas Faroe, não temos o direito de estar na Copa do Mundo”. A França ainda jogará duas vezes contra os faroeses e terá pela frente também Romênia e Áustria, em casa, e, jogo mais esperado, a Sérvia em Belgrado. É a reta final desenhada

Além dessas dois jogos, outros três serão travados nesta quarta pela zona europeia. São eles: Noruega x Escócia, Bielo-Rússia x Croácia e Eslovênia x San Marino. Noruegueses e escoceses ainda brigam pelo segundo lugar do Grupo 9 e a esperança de mergulhar na respecagem e os croatas querem enterrar os rivais e manter-se à frente da Ucrânia também na luta para disputar uma vaga.



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