Orgulho mexicano resgatado



E o México voltou a reinar na Concacaf. As Eliminatórias daquela área não permitem afirmar isso, e o futebol sempre é rei em relativizar as coisas. Mas o fato é que com quase 80 mil pessoas (Carrrrambaaa!!!) no Giant Stadium, em Nova York, a seleção chamada de La Tri enfiou 5 a o nos Estados Unidos e conquistou pela quinta vez a Copa Ouro – título continental das Américas do Norte, Central e do Caribe. Não é nada, não é nada, mas além de isolar-se com a soberania da região – os norte-americanos somam quatro troféus -, os comandados de Javier Aguirre acabaram com um jejum de dez anos sem vencer os vizinhos fora de casa. O detalhe é que o confronto é muito comum de acontecer e é repleto de rivalidade.

Desde de 13 de março de 99, quando os mexicanos haviam vencido os adversários fora de seu território, eram 12 jogos de tabu, com dez triunfos do Tio Sam e dois empates. Nesse cartel de jogos inclui-se o mais importante da história: 2 a 0 para os EUA nas oitavas de final da Copa Japão/Coreia do Sul, em 2002. Além disso, outra sequência se quebrou. Os americanos vinham de um tricampeonato consecutivo da competição, enquanto o último título dos mexicanos remontava a 2003, quando venceram curiosamente o Brasil, país convidado, na decisão e que jogou com a seleção pré-olímpica dirigida por Ricardo Gomes. Sim, o atual treinador do São Paulo! Por conta desse conjunto de coisas, nem mesmo o fato de mexicanos e, principalmente, estadunidenses não terem levado força máxima se reduz diante de placar tão contundente. O país da pintora Frida Kahlo e do ator Gael Garcia Bernal está em festa. Viva Mexico!

Todos os gols da partida sairam no segundo tempo: Gerardo Torrado (12), Giovane dos Santos (17), Carlos Vela (22), Castro (34) e Guillermo Franco (45).

O México, que vive situação preocupante nas Eliminatórias da Concacaf, ganharam moral para o jogo diante dos mesmos Estados Unidos no próximo dia 12 de agosto, no mítico estádio Azteca, Esse sim valerá ouro. Afinal, o México não fica fora de uma Copa do Mundo desde 1990, na Itália. Ainda haverá um turno inteiro pela frente. Além do jogo diante dos rivais, La Tri também enfrentará Costa Rica (5 de setembro), Honduras (9 de setembro), El Salvador (10 de outubro) e Trinidad e Tobago (14 de outubro)

O resultado expressivo deste domingo também dá outro sinal reluzente para os mexicanos. Pois brilharam as estrelas dos jovens Giovani dos Santos, ex-Barcelona, e Carlos Vela, atualmente no Arsenal. Ambos, que conduziram a seleção ao título do Mundial Sub-17 em 2005, mostraram que pode haver uma renovação esperançosa por lá.

– A entrada de Carlos Vela deu outro frescor ao time no segundo tempo – disse Aguirre após a partida.  

Já os Estados Unidos, que disputaram a competição com um time B, totalmente diferente daquele que surpreendeu ao ser vice-campeão da Copa das Confederações, ao menos tem o alento de nadar de braçada na luta por vaga ao Mundial.

 



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