Era Dunga caminha bem



O olhar de Daniel Alves antes de marcar o gol brasileiro resume a Era Dunga na Seleção Brasileira. Tudo dá certo e dá a impressão de estar previamente escrito. Pois o Brasil teve dificuldades enormes mais uma vez ao encarar uma equipe limitada. E quem salvou foi a cartada derradeira do treinador. Daniel Alves entrou com a chuteira inclinada para a definição. E mais: dá sinais de que as tais teimosias de Dunga vão esfarelando. O intrépido Elano perdeu o posto fixo. Ramires, um clamor de todos, agora é titular absoluto. O Daniel Alves pode muito bem ser a solução para a esquerda capenga. Kleber e André Santos destoam do restante do time. Por que não tentar o jogador do Barça por aquele setor? Já vimos filmes parecidos antes.

O fato é que os resultados de Dunga são admiráveis até aqui. Mas se não ganhar a Copa tudo fará água. Mas se antes minguavam os sonhos, agora o hexa parece ser uma ambição das mais reais. Não há seleção no mundo com superioridade flagrante nos tempos atuais. O Brasil parece estar alguns degraus acima. Copa, como bem sabemos, enfeixa vários fatores. Tradição e aleatoridade também contam. Mas a um ano do Mundial, as esperanças são de outra dimensão.



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