Azzurra em maus lençóis



A Itália conquistou o Mundial de 2006 com o estilo bruto que caracteriza seu futebol. Defesa sólida, fez de Cannavaro, um zagueiro, o melhor jogador do mundo naquele ano. Foi um título de time pragmático, que venceu a Austrália na conta do chá, assim como superou com sobras a Ucrânica de Shevchenko. É verdade que passou pelas poderosas Alemanha e França para chegar lá. Mas depois do tetracampeonato, a equipe não tem se portado como atual detentora do troféu mais cobiçado do planeta.

Na Eurocopa, foi eliminada nas quartas de final para a Espanha, futura campeã, nos pênaltis. Na primeira fase os resultados já haviam sido desalentadores: derrota por 3 a 0 para a Holanda e um empate por 1 a 1 com a Romênia. A vitória isolada veio sobre os franceses: 2 a 0. Agora, na Copa das Confederações, é a primeira campeã do mundo que cai na fase inicial desde que a Fifa tomou as rédeas do torneio.

Nas Eliminatórias europeias para o próximo mundial, o time de Marcelo Lippi (que saiu após a Copa e retornou depois do fiasco na Euro da equipe comandada por Donadoni) é líder do seu grupo com um ponto a mais que a Irlanda e um jogo a menos. Ainda não perdeu, mas a campanha também é bem limitada.

Isso tudo não significa que na África do Sul não possa brigar pelo penta. Afinal, em campanhas gloriosas, como em 82, ou quase, como o vice de 94, a Azzurra chegou aos trancos e barrancos. Basta lembrar que na Espanha empatou os três jogos na fase inicial – contra Camarões, Polônia e Peru – e obteve vaga no número de gols marcados. E em 94, perdeu para Irlanda, empatou com o México e venceu apenas a Noruega, também na primeira etapa. Mas o time atual é envelhecido e parece sem muitos recursos para brigar. Vai ter que ser na vontade e nos resultados sofridos mesmo.



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