Joel busca feito inédito



Para a Seleção Brasileira, a Copa das Confederações tem valor questionável – no discurso do técnico Dunga, por exemplo, importa bem menos que as Eliminatórias -, servindo apenas de terreno para testes. Mas para um brasileiro em especial a competição tem enorme importância. Joel Natalino Santana está com a corda no pescoço. Se os Bafana Bafana não passarem da primeira fase do torneio, a queda do treinador é dada como certa. Uma dimensão de como as cornetas (ou as agora famosas vuvuzelas) soam nas costas do ex-técnico do Flamengo estava estampada na manchete do periódico “The Star”, na véspera do jogo contra a Nova Zelândia, na última quarta: “Cabeças vão rolar se a África não se classificar”. A seleção fez 2 a 0 e deu sobrevida a Joel.

Os sul-africanos não terão mais nenhuma competição oficial para disputar. Isso porque a equipe não obteve lugar na Copa Africana de Seleções, que acontecerá em Angola no início do próximo ano. O detalhe é que as eliminatórias africanas para o Mundial asseguram vagas também para o torneio continental, e a África do Sul não passou nem da fase inicial. Ou seja, se não fosse sede da Copa já seria carta fora do baralho!!! Isso dá ideia mais precisa de quão fraca é a equipe.

O folclórico treinador tem uma chance preciosa de ganhar holofotes. Afinal, comandar o país-sede num Mundial não é pouca coisa. Excetuando-se Flávio Costa, que dirigiu a célebre Seleção Brasileira derrotada pelo Uruguai no Mundial de 50, nenhum brasileiro teve a oportunidade de ser o timoneiro de um país-sede em uma Copa. Portanto, a Copa das Confederações é vital para que um brasileiro pela primeira vez guie uma anfitriã de Mundial que seja estrangeira. Por outro lado, não seria o primeiro técnico brazuca a comandar uma equipe estrangeira em Copas. Lembremos que as duas melhores campanhas de Portugal em Copas foi com brasileiros: Otto Glória (3º colocado em 1966) e Felipão (4º lugar em 2006). Carlos Alberto Parreira, campeão com o Brasil em 94, comandou Kuait (82), Emirados Árabes (90) e Arábia Saudita (98). Evaristo de Macedo comandou o Iraque em 86. Esses são alguns exemplos.



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