Guerra sem paz



Mais um capítulo da violência entre torcidas no Brasil. Mais um festival de promessas para inglês ver – aliás, poderiamos é VER O QUE OS INGLESES fizeram após o relatório Taylor, né? Parece que futebol no Brasil é sinônimo de auto-afirmação para as pessoas. Gostar de um time é odiar o rival. Basta ver alguns comentários que internautas enviam em posts xingando blogueiros por opiniões. Não se pode dar informação que seja contra o clube do coração. A bílis é imediata. A violência é um pouco resultante desse pensamento também. Não pensem que simplesmente ela brota por contingências. Ela é fruto da mentalidade de alguns, que relacionam o esporte a um ideal de grandeza e onipotência dentro de tribos.

Agora me digam:

Por que a polícia não recebe tratamento específico para lidar com a violência nos estádios e seus arredores? A impressão é que sempre ela é refém dos arruaceiros e parece mais frágil diante deles.

Por que jogo de uma torcida só resolve se dentro das próprias uniformizadas há grupos que se digladiam? A irracionalidade não se esvai no homogêneo.

Por que acreditar em uma Copa do Mundo bem organizada no país se essas cenas incivilizadas de barbárie seguem sendo produzidas? Ônibus queimado, torcedor morto, grito de guerra… Estamos nos tempos de celtas, visigodos, ostrogodos e povos bárbaros?

 



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