Esqueçam Ronaldo no Brasileirão



Até mesmo os muros do Pacaembu estão convencidos de que Ronaldo não pode fazer mais de uma partida por semana. O corpo não aguenta. Quem tinha dúvidas sobre isso, pôde saná-las ao acompanhar o noticiário das últimas semanas. Contratura na panturrilha direita, molho para o Fenômeno e declarações do próprio referindo-se à maratona de jogos. O físico do atacante pede clemência. Aparentemente, escalá-lo contra o Botafogo, no Engenhão, na segunda rodada do Brasileiro, foi um erro que cobrou seu preço. Foi justamente colocá-lo em dois confrontos seguidos (teria o Fluminense quatro dias depois, quando as dores vieram à tona). O mais prudente, fica agora claro, é só voltar a botá-lo em campo pela competição nacional quando encerrar-se a participação corintiana na Copa do Brasil.

Ou seja, se o Timão for à final, obedecendo a lógica de uma partida por semana, Ronaldo só voltará a campo pelo Brasileiro contra o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, dia 28 de junho, pela oitava rodada do certame. Justamente palco e adversário da única derrota até agora do camisa 9 pela equipe – 3 a 2 nas oitavas de final da Copa do Brasil. Ele perderia três duelos, contra Coritiba (Pacaembu), Goiás  (Serra Dourada) e o clássico diante do São Paulo (Pacaembu). É um risco necessário, imperativo. Porque é óbvio que neste momento, se é preciso escolher, é melhor ter Ronaldo na reta final da Copa do Brasil.

Mas há um detalhe em toda essa sistemática de um jogo por semana. Findo o período de Copa do Brasil/Libertadores, o Brasileiro entrará numa fase de maratona também, com jogos fim e meio de semana. Serão nove rodadas seguidas, a partir do meio de julho sem refresco. Isso significa que Ronaldo, ao fim do primeiro turno, terá atuado em menos de 50% dos confrontos corintianos nessa fase do Nacional. Então, o Corinhians precisa se ver independente do atacante nesta metade da competição. É claro que se conquistar a Copa do Brasil os valores serão diferentes. A missão do ano estará cumprida e o que importa é a Libertadores do centenário. O resumo é: para ser campeão brasileiro pela quinta vez em sua história, o Timão precisará esquecer do Fenômeno.  



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