Risco calculado de Mano



Antes do clássico na Vila Belmiro Mano já dava pistas de seu raciocínio. O técnico afirmou que correr riscos faz parte da vida, que você perde aqui, para ganhar lá.. E essas coisas ditas pelos gurus que pululam por aí. Ao escalar 11 reservas contra o rival Santos, que tem o melhor ataque do Brasileiro, o treinador meio que já contava com a derrota. Foi heterodoxo. Poupou até o goleiro Felipe, fugindo da cartilha tradicional dos "poupadores" do futebol brasileiro. Porque com a equipe que entrou no gramado seria um milagre arrancar sequer um empate, um feito histórico. E olha que por pouco a miraculosidade não se fez presente. Porque o Santos também pareceu estar de freio de mão puxado. Criou muito mais chances que o adversário, mas foi letárgico e displicente em alguns momentos.

Não que o time do Corinthians escalado neste domingo seja de todo ruim. Morais e Boquita, por exemplo, seriam titulares em muitos times por aí. Nâo à toa o Flamengo cobiça o primeiro e o segundo já é visto com olhos de fome por clubes do exterior. E o goleiro Julio César mostrou muito potencial. Mas os donos da casa, que venceram o rival pela primeira vez em quatro confrontos neste ano, poderiam ter aplicado um placar maiúsculo. Devolver os famosos 7 a 1 de 2005 não digo, mas ao menos feito mais uns dois gols.

E a tarefa do Santos poderia ter feito água não fosse o excessivo individualismo de Morais aliado à falta de pontaria crônica de Souza (tá explicado porque só dois gols em jogos oficiais com a camisa do Timão). E o árbitro Leandro Vuaden, que costuma ser festejado por apítar à europeia, cometeu um erro incrível ao expulsar Lulinha por uma falta leve no lateral Léo. Nem amarelo tinha o garoto. Não deu para entender. Mesmo com 10 reservas em campo, o Corinthians ainda tramou alguns ataques. Paulo Henrique e Madson brilharam mais uma vez. O talento de "Ganso" e a correria desenfreada do baixinho atordoaram os marcadores. A fragilidade santista foi mais uma vez as laterais. Mesmo tendo feito o lance do primeiro gol, Luizinho é muito fraco. E Léo, do outro lado, está sem nenhum ritmo de jogo.

O clássico paulista continua tendo a ótima média de 3,5 gols nesta Era de Pontos Corridos. E o Santos isolou-se como melhor ataque do certame, com 11 gols. Já o Corinthians vai em busca dos planos e riscos de seu técnico. Superar o Vasco na próxima quarta, o que é o mais provável, manterá a razão de Mano.



MaisRecentes

Guttman, uma bela e vitoriosa trajetória



Continue Lendo

Palmeiras x São Paulo: rivais contra o vexame



Continue Lendo

Neymar, entre a guilhotina e ‘la vie en rose’



Continue Lendo