Cruzeiro, um bom rival para o São Paulo



O São Paulo ainda não venceu neste Campeonato Brasileiro. Sinal de que é carta fora do baralho na disputa pelo tetracampeonato seguido e pelo hepta geral? Sinal de que a hegemonia recente vai desmantelar? Cedo, muito cedo para dizer! A edição do ano passado mostrou que conclusões precipitadas nos levam a cair de nariz na lona. O time de Muricy só obteve o primeiro triunfo na quinta rodada, quando goleou o Atlético Mineiro por 5 a 1, no Morumbi. E mais: o time começou o segundo turno fora da zona de classificação à Libertadores, mas recuperou-se com uma bela sequência de resultados e chegou ao topo, como bem sabemos.

Mas se não bastasse a experiência pregressa de reação, que também foi vista em 2007, o torcedor são-paulino tem outro bom motivo para acreditar que neste domingo a primeira vitória aparecerá. A razão está no adversário: o Cruzeiro. Nas três últimas edições nacionais, quando apossou-se da competíção, o Tricolor teve na Raposa uma das suas presas prediletas. Foram seis jogos, com quatro vitórias do time de Muricy Ramalho e dois empates. No Morumbi, 100% de aproveitamento. E não é só isso. Nesse período, o Cruzeiro foi um adversário simbólico por alguns aspectos. Em 2006, por exemplo, Rogério Ceni fez dois gols e levou a equipe ao empate após estar perdendo por 2 a 0, em Belo Horizonte. Mais que isso: com os dois tentos, o goleiro e ídolo são-paulino bateu naquele dia o recorde mundial de gols para um jogador da posição. Deixou para trás o fanfarrão paraguaio Chilavert ao atingir a marca de 64 gols na carreira.

No mesmo ano, na partida do segundo turno, o São Paulo recebeu os cruzeirenses para completar a festa do título nacional. Na rodada anterior, a equipe empatara com o Atlético Paranaense, no próprio Morumbi, e cravara no peito mais uma estrela (a quarta na ocasião). Outro momento em que os mineiros foram relevantes para a equipe paulista foi em 2007. O Tricolor marcou 2 a 1 no oponente, com um golaço de Hernanes (segundo o próprio, um dos mais bonitos de sua curta carreira) e entrou de vez na briga pelo bicampeonato. Para completar, no ano passado a vitória por 2 a 0 no Morumbi, já no segundo turno, foi vital para o Tricolor seguir no encalço dos rivais pelo que viria a se transformar em mais um taça.

Por isso tudo o rival deste domingo é um bom canal para o São Paulo reagir. Mesmo que venha de uma derrota para o mesmo Cruzeiro pela Libertadores. Afinal, cada competição tem suas características.

Confira os confrontos São Paulo e Cruzeiro no tricampeonato:

2006 –

18a rodada – Cruzeiro 2 x 2 São Paulo – Francismar e Michael (Cruzeiro). Rogério Ceni (2) (São Paulo)

37a rodada – São Paulo 2 x 0 Cruzeiro – Rogério Ceni e Fabão (São Paulo)

2007 –

13a rodada – Cruzeiro 1 x 2 São Paulo – Leandro Domingues (Cruzeiro). Breno e Hernanes (São Paulo)

32a rodada – São Paulo 1 x 0 Cruzeiro – Jorge Wagner (São Paulo)

2008 –

8a rodada – Cruzeiro 1 x 1 São Paulo – Guilherme (Cruzeiro) e Borges (São Paulo)

27a rodada – São Paulo 2 x 0 Cruzeiro – André Dias e Jancarlos (São Paulo)

 



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