São Paulo mantém-se mal das pernas



O mau desempenho do São Paulo em confrontos diante de brasileiros nos últimos anos na Libertadores aumentou nesta quarta – perdeu para Internacional, Grêmio e Fluminense. A derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, no Mineirão, mostrou um time mais uma vez truncado e previsível. Para piorar, Muricy voltou a deixar seu melhor atacante, Borges, no banco de reservas. Às vezes a cabeça do técnico são-paulino é incompreensível. Sei que parece deselegante criticar um treinador que é o atual tricampeão brasileiro, mas os fatos berram.

O Cruzeiro teve mais iniciativa e mostrou um repertório maior de jogadas. Poderia ter feito um placar mais bojudo, mas a defesa do São Paulo ainda é um ponto sólido. E Miranda um zagueiro muito, mas muito acima da média. Eu o reputo como o melhor defensor brasileiro em atividade – estou falando no mundo, não apenas no Brasil. E o goleiro Denis deu sua primeira vacilada. O gol de Zé Carlos, aquele mesmo que deu uma importunada no último Paulistão pela equipe do Paulista de Jundiaí, era totalmente defensável. Mas o arqueiro foi com mão mole e permitiu o gol.

Mesmo com o domínio da Raposa, o São Paulo teve chances de sair com um bom resultado (já pensaram um empate de 2 a 2 a vantagem que seria?). Jean teve uma bola livre, leve e solto e chutou mal, dentro da área. A verdade é que a disputa ainda está em aberto. É totalmente possível o São Paulo fazer 1 a 0 no Morumbi e passar às semifinais. Mas não sinto nesse time do São Paulo a pujança de outros anos.  Nos últimos nove jogos, apenas duas míseras vitória – 2 a 1 no Defensor e no América de Cali, ambos no Morumbi. O Cruzeiro parece mais encorpado.



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