Santos desfila no Maracanã



O Santos passeou no Maracanã contra o Fluminense. Os 4 a 1 foram reflexo de um poderio ofensivo que vem se desenhando nesssa equipe desde que Wagner Mancini assumiu o comando. Não à toa já é o melhor ataque da competição com oito gols – mesmo número do Náutico. E Kléber Pereira já tem três na tabela de artilharia. O colombiano Molina começa a corresponder a toda expectativa depositada nele já no Paulista do ano passado, quando fez uma partida soberba contra o Ituano, na Vila Belmiro. Depois de ter salvado o Alvinegro no jogo de estréia, contra o Grêmio, ao empatar o jogo nos minutos finais, novamente ele mostrou maestria em cobrança de falta e abriu caminho para o triunfo no Rio – o Peixe perdia por 1 a 0.

Dá para dizer que foi certa a decisão de colocar Neymar no banco. O talentoso menino ainda precisa comer grama e tem que ir entrando aos poucos. E Madson mantém uma espantosa regularidade. Joga bem em todas as partidas, sejam elas disputadas na Vila, no Maracanã ou na Sibéria. Ele infernizou a zaga do Fluminense. Como circula de um lado para o outro desmonta a marcação.

A forma como o Santos se impôs no Maracanã lembrou um 4 a 1 no Cruzeiro, no Mineirão, em 2002. Sinal de que a torcida pode acreditar em uma reedição do que aconteceu naquele ano? É cedo para dizer. Ainda mais porque a defesa titubeia muito e as laterais estão fragilizadas. Mas o setor ofensivo é rápido e certeiro. Esse desequilibrio defesa/ataque é que produziu o 3 a 3 com o Goiás. Por isso a possível saída de Fabiano Eller pode ser um sinal forte. Mas invicto e com o melhor ataque é difícil não colocar o Santos como um time que pode aprontar muito neste Brasileiro. Talvez a prova de fogo seja no próximo domingo, no clássico diante contra o Corinthians. Um tira-teima da final do Paulista.



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