Timão cascudo tem novo desafio



Na Era Mano Menezes, o Corinthians pode usar o adjetivo "cascudo", useiro e vezeiro na boca de Emerson Leão quando treinava o São Paulo em 2005. Um time bem organizado, coeso, entrosado, cuja base já está montada há mais de um ano. Em momentos decisivos é uma equipe que pouco vacila. No Paulista 2008 parou na primeira fase, mas estava sendo germinada. De lá para cá houve um momento em que o casco virou. Foi na final da Copa do Brasil do ano passado, quando tombou diante do Sport, na Ilha do Retiro, no jogo do título.

Na Série B o time nadou de braçadas. No Paulistão deste ano se impôs contra São Paulo e Santos nas finais. No confronto diante do Tricolor, inverteu a vantagem no primeiro jogo e depois foi sobranceiro no Morumbi. Contra o Santos, na finalíssima, ignorou o famoso alçapão para fazer o resultado que definiu tudo: 3 a 1. Nem o gol de Kleber Pereira no início desestabilizou o time.

Até o jogo desta noite contra o Fluminense, no Maracanã, o mesmo retrato se viu na Copa do Brasil. Um time que faz o que precisa, não deixa arestas. Foi assim ao eliminar Itumbiara e Mixto sem necessidade do jogo de volta e amortecer o Atlético-PR, que vencia o primeiro jogo das oitavas em Curitiba por 3 a 0, ao marcar dois gols nos intantes finais. No Pacaembu, um susto ou outro mas o pragmatismo da equipe e a genialidade de Ronaldo decidiram.

 Isso tudo me faz descrer numa eliminação no Maracanã logo mais à noite, no Maracanã. Se isso acontecer, o barco emborcará. Afinal, o estilo deste Corinthians será botado em xeque. Uma eliminação nas quartas acenderá o sinal de alerta para o plano maior: a Libertadores de 2010, ano do centenário. É claro que o Fluminense pode eliminar o Corinthians. Tem camisa, torcida e alguns nomes que podem decidir em campo (Fred e Conca são bons exemplos). Mas o jogo cascudo do Corinthians, escorado nos fatos dos últimos meses, me faz apostar no Alvinegro. Faço isso por simples lógica. Embora o futebol canse de estapear a lógica. Aguardemos!!!

Em tempo: conquistar a Copa do Brasil é firmar a Era Mano Menezes, aquela que resgatou o time das profundezas da Segunda Divisão. De nada adiantará terminar esse período com o título paulista. Uma competição de ponta em nível nacional é necessária para o coroamento do trabalho.



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