Léo sempre esteve nas glórias



Na última quarta à tarde, embalado pela leitura do livro “2002, de meninos e heróis”, do jornalista Paulo Rogério, fui fuçar uns vídeos da gloriosa campanha que encerrou o jejum de títulos. Momentos de arrepiar e mexer com saudades.

Deparei com o gol de empate com o São Paulo no Morumbi, nas quartas de final, no Morumbi. Gol vital, quando o Peixe perdia por 1 a 0 e corria sério risco de ver escorrer a vaga pelas mãos. Isso aconteceria se o rival abrisse dois de diferença no estádio lotado de tricolores. Gol marcado por Léo, ainda com cabelos e muita velocidade, em jogada insinuante. Pensei: como foi importante! Não lembrava exatamente que havia sido dele esse gol. Para mim, a memória central era a do terceiro contra o Corinthians, na finalíssima, no mesmo Morumbi, em tiro potente, desdobramento de jogada atrevida do então raquítico Robinho.

Pouco mais de uma hora depois li sobre o anúncio da aposentadoria do Guerreiro da Vila. Foi como se um sopro de lembrança realçasse a sua importância e me obrigasse a exaltar a verdade, evitando a maior das esparrelas: a mentira do presente. A vida não dá ponto sem nó. Basta estar atento. Vivemos comentado no calor dos momentos e esquecemos do calor das obras.
Nos últimos meses Léo parecia um peso. Insistia em jogar quando as pernas não obedeciam e os músculos pediam clemência. Tentou incursão no meio. Buscava aparelhos de oxigênio para sua debilitada carreira. Recebia os farrapos da ironia repetida. Para muitos, era um reclamão. Pois o santista, agora, sabe que não deve reclamar, mas exclamar. Ele está na história!
Números, fatos e feitos mandam e desmandam. Sua ligação com o Santos e momentos grandiosos é evidente. Retornou ao clube após temporadas no exterior para fazer parte de outra campanha de exorcismo de jejum: a da Libertadores de 2011. E com mais uma geração de Meninos. Antes Diego e Robinho, depois Ganso e Neymar. Ele estava lá, em ambos. Nos videotapes das grandezas do Santos pós-Pelé, Léo será por muito tempo figura destacada.


  • Boa Noite,Temos muito que agradecer ao Léo, porque nos momentos que mais precisamos ele sempre foi importante como quando fomos campeões encima o Corinthins e como você falou o empate contra São Paulo e muitos mais e também o amor que ele tem pelo clube e isso ninguém pode negar e sempre foi um guerreiro como o chamamos e ele foi o maior nosso maior lateral esquerda e jogou 455 jogos mais a idade chega e ele tem que saber que a hora chegou a temos sempre de termos como idolo e ele será sempre mais um idolo e isso o Santos é um clube que mais Mantem seus Idolos sempre perto (estão sempre no clube e muitos trabalham para o clube).

  • sensato

    Valeu Léo, obrigao pelos títulos, pela garra; mas se até o rei parou sua hora também chegaria, saiu por cima!!!

  • aldair

    Sem dúvida nenhuma Léo está no esquadrão de todos os tempos.Ninguem foi melhor que Léo por ali.Nem o maravilhoso Dalmo do time dos sonhos com Pelé e cia.Autor talvez do mais importante gol da história do Santos,no mundial de 63 onde o Santos na terceira partida foi campeão em cima do Milan com um gol de penalty cobrado por ele.Com todo respeito a Dalmo,Geraldino,Rildo,Turcão,Paulo Robson,Zé Carlos(Zé Carlos “cabeleira”-jogava muito) e mais outros tantos que passaram por ali,ninguém jogou como Léo.Infelizmente a “grande mídia das capitais,sempre teve um preconceito,ou quiça inveja do Santos e Léo nunca foi reconhecido como deveria.Jogador inteligente,rapido,sabia fazer passagem como poucos,diagonais pra chutar de pé direito e excelente em cruzamento.A idade chegou para o guerreiro e com a lingua afiada,muitas das vezes falando um pouco demais,sem necessidade ,foi sendo quase que escrachado por órgão de imprensa que mesmo ele jogando muito bem,sempre a mídia suja invetava que ele já não aguentava correr,que deixava buraco na zaga,emfim fritava o cara, e o pior que o torcedor do Santos caia na armadilha.Cansei de ver muita gente xingando o Léo,se esquecendo do Léo que ama o Santos.Que na final contra os gambás que ele mesmo os chamou assim.disse após o jogo e o Santos campeão:”Queria morrer agora,tô muito feliz!”.É claro que foi puro êxtase e que ele falou sem pensar mas é assim que criamos os heróis.Parabéns Léo e que Deus ilumine voce e família e que siga no NOSSO PEIXE!

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