O maestro e os meninos



A maturidade que sobra em Alex, que dita o ritmo, distribuiu a bola e decide quando o Coritiba mais precisa, faltou para os garotos do Santos. Em excelente partida na Vila Belmiro, o Peixe desperdiçou diversas chances de matar o jogo quando vencia por 2 a 1 e pagou caro, com um gol do maestro do Coxa aos 42 do segundo tempo.

Aos 35 anos, o camisa 10 dos alviverdes ainda faz jogadas geniais – e com frequência. No primeiro tempo, foi o principal responsável por fazer o Coritiba dominar a partida. Jogando entre a linha de volantes e a defesa, deixou o jovem Alan Santos perdido e os experientes Edu Dracena e Durval vendidos por diversas vezes.

Apesar de ter menos posse de bola e marcar no campo de defesa, o Santos também assustava quando ia ao ataque. Com Leandrinho e Montillo acesos, a ligação com o ataque era rápida e perigosa. Foi assim que o primeiro saiu, após ótima jogada de Galhardo e bom arremate de Neilton.

A vantagem não durou muito. Alex, em jogada quase idêntica à de minutos antes, passou com facilidade pela defesa e igualou o placar. Nas redes sociais, vi diversas críticas aos zagueiros. Eles têm, sim, culpa, mas a marcação estava errada desde o meio.

A equipe de Claudinei Oliveira voltou melhor do intervalo (como já havia acontecido no clássico contra o São Paulo), mas ainda assim levou sustos na defesa. No entanto, novamente quando estava pior do que o Coxa, o Peixe marcou. Galhardo, em uma de suas melhores atuações pela equipe, cruzou na cabeça de Cícero, que aproveitou o cochilo verde para fazer de cabeça.

Daí em diante, o que se viu foi um festival de gols perdidos pelo Santos. O Coritiba se abriu e poderia ter levado uma goleada, tantos foram os lances claros de gol desperdiçados pelo Peixe. Imaturos e ansiosos, os jovens alvinegros cansaram de perder oportunidades cara a cara com o goleiro Vanderlei. Qualquer um que já tivesse visto uma partida de futebol sabia que os erros seriam punidos.

Fato é que o Santos apresenta um futebol muito melhor do que o de tempos atrás. Falta marcar mais em cima e, principalmente, ter controle do jogo. Montillo não é um meia que cadencia a partida, e os garotos também mostram afobação.

Com o tempo, acredito que Claudinei fará algumas alterações, como nas laterais, que ganharam reforços, e no ataque. Além de Thiago Ribeiro, Giva merece mais chances. Por justiça, Gustavo Henrique deveria ser titular na zaga, mas não é fácil para um técnico recém-promovido mudar o setor mais experiente do time.



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