Especial 2002: Quatro jogos no filtro da memória



O Santos campeão de 2002 era um time de gangorra. Um grupo de jovens, com as oscilações emocionais típicas da faixa etária. Este escriba pode verificar in loco o sobe e desce que culminaria no surpreendente e inesquecível título. Assisti a quatro jogos na Vila Belmiro que ilustram o que estou descrevendo.

O primeiro deles foi justamente o da estreia. Um time sem perspectivas, que vinha de quase quatro meses sem disputar jogos oficiais após desempenho sofrível no Tornio Rio-São Paulo, que não animava a torcida. O rival era o Botafogo e a torcida pegava no pé de quase todo mundo, com o pano de fundo das bandeiras de cabeça para baixo. Enfim, clima de funeral.

Não desconfiava que aquele jogo seria o pontapé inicial de uma trajetória histórica, o que referenda a ideia de que os fatos reconstroem a dimensão dos que os precedem. No filtro da memória para mim ficou como mais relevante o esbarrão que tive com o ex-jogador Paulo Robson, integrante do Peixe nos anos 80, nas proximidades do estádio. O gol de Robinho, que abriu o marcador quando eu ainda não havia entrado no estádio, só depois ganharia cores épicas. O Peixe venceu por 2 a 1 e hoje me orgulho de ter assistido à pedra fundamental daquilo tudo.

Os dois jogos seguintes em que compareci, já na reta final da primeira fase, foram derrotas para Lusa e Ponte. Dois tropeços que quase custaram a vaga no mata-mata e revelaram um time nervoso, imaturo. Imaturidade transmutada em rara audácia na inesquecível arrancada final. Nela, a partida que me convenceu de que o título se avizinhava, um 3 a 0 imponente sobre o Grêmio, na semifinal, quando a sinergia entre time e torcida foi inédita pra mim naquela proporção. Diego, Robinho e cia. desfilaram em campo e pareciam àquela altura convencidos de que nada os poderia deter mais.



  • realmente vibrei muito mais nas quatro vitórias contra SP e cúrintia, mas aquela vitória de 3×0 contra o gremio me emocionou muito; durante dois dias após eu sentia os efeitos do jogo no meu emocional, vi ali que a espera de anos se acabaria .

    • Renato

      Emoção maior que ver o Robinho, entortando aquele Rogerio do timinho da marginal sem numero só mesmo o Tolima me proporcionou!

  • Thiago

    Quem fez o primeiro gol do Santos contra o Botafogo não foi o Robinho e sim o Elano… tem certeza que você estava na Vila??? Eu com certeza estava e me lembro muito bem do gol.

  • Roberval

    O que ficou mesmo na minha memória foram as oito pedaladas do Rei do Drible em cima do Rogério, lateral direito do Corinthians.
    Em seguida, após sofrer o pênalti, Robinho disse que bateria, assumindo a responsabilidade diante de cem mil pessoas. E converteu, para a alegria da galera!

  • o Primeiro gol dessa partida foi marcado pelo Elano e o segundo pelo Diego!

  • Sérgio Café

    O Sr LAOR está se tornando um “FALASTRÃO” e é hora de tomarmos atitudes. As Organizadas que têm todos os privilégios que nós torcedores comuns não temos, têm que se manifestar sim e elas t~em o poder para isso. Estamos virando motivo de gozação de equipes menores. Até diretor do São Paulo nos compara com o Juventus da Rua Javarí. Todo jogador que queremos vai para outro clube, por que será? Está na hora de acordarmos e tomarmos atitudes, sem violência é claro. Vou deixar aqui a minha sugestão: “QUE TAL NENHUM SANTISTA IR AO ESTÁDIO ENQUANTO ESSA DIRETORIA NÃO NOS DER EXPLICAÇÕES CONVINCENTES”? Quero ver o time no Paulista, sem torcida. SANTISTAS DE CORAÇÃO, PENSEM NISSO.

  • aquele time de 2002 foi o melhor time que o santos teve nesse time só faltava o neymar e creio se fosse esse time de 2002 o santos não teria tomado aquele vareio de bola que tomo do barcelona esse time principal o unico que se salva é só o neymar.

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