Cancelamento em Margaret abre precedente - Mundo Surf

Cancelamento em Margaret abre precedente



A terceira etapa do circuito mundial de surfe que vinha sendo realizada em Margaret River, na Austrália, foi cancelada devido a presença de tubarões próximos da praia do evento. Esta foi uma decisão difícil de ser tomada num ano em que a WSL vem recebendo varias criticas e que numa atitude conservadora e inteligente, mas que abre um precedente, colocou a segurança dos atletas em primeiro lugar, terminando a prova antecipadamente no terceiro round  Os pontos e a premiação vão ser divididos igualmente por todos e existe também a remota possibilidade da prova continuar em outro local mais para frente.

 

Tudo começou após dois ataques em surfistas a cerca de seis kilometros de Margaret, durante os primeiros dias do campeonato. Depois disso os surfistas brasileiros Gabriel Medina e Italo Ferreira, postaram nos seus respectivos instagrams, que não se sentiam confortáveis para treinar e competir em Margaret River devido ao grande risco de ataques de tubarões. Estas declaracões caíram como uma bomba na WSL e tiveram repercussão negativa e que gerou uma grande polêmica, principalmente por que a presença de tubarões sempre fizeram parte deste esporte e pelo fato do governo da costa oeste da Austrália patrocinar o evento.

Line up de Margaret River Foto: WSL

 

 

A discussão em torno dos tubarões vem se tornando mais frequente, principalmente depois que o australiano Mick Fanning foi atacado em 2015 na bateria final em Jefferys Bay, na Africa do Sul, o que também forçou a cancelamento da prova. Na época vários surfistas votaram contra a volta do circuito para JBay e o Medina foi um deles. Agora com este precedente, a situação e a realização de provas em áreas de risco podem vir a ser afetadas. Quem vai querer patrocinar um evento que pode ser cancelado por um fator natural e que sempre fez parte do nosso esporte?
Cancelar uma prova não é uma decisão fácil de ser tomada, envolve interesses dos atletas e dos patrocinadores e também atinge de uma certa forma a imagem da região podendo afetar o turismo de praia. Pressionada pelas declaracões do Medina e do Italo, eles não tiveram outra alternativa se não cancelar. Por outro lado a WSL vem tendo um ano complicado depois que foi divulgado que o circuito de 2019 não vai haver o Pipeline Master, uma vez que o governo do Havai, não permitiu a realização da prova em fevereiro ao invés de dezembro de 2019. Burocracia dos havaianos e falta de jogo de cintura da WSL foram fundamentais neste processo.
Na verdade os tubarões sempre estiveram circulando atrás da arrebentação, em alguns locais mais e em outros menos, e como hoje temos mais cameras filmando e inclusive drones com tomadas aéreas, estamos conseguindo visualizar e localizar mais facilmente. No caso de Margaret, uma carcaça de baleia está atraindo os tubarões este ano.
Em termos de pontos e liderança não muda muita coisa e quem quiser ser campeão em 2018 ainda vai ter que ganhar algumas etapas. A próxima parada será em maio no Brasil, outra vez na praia de Itauna em Saquarema, conhecida como o Maracanã do surf.


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