Esqueçam Bayern e Barça. Atlético entende o futebol como uma metáfora da vida



Atlético resistiu ao poderoso Bayern de Munique e carimbou passaporte para Milão (Foto: AFP)

Atlético resistiu ao poderoso Bayern e carimbou passaporte para Milão (Foto: AFP)

Noto um clima de velório na imprensa brasileira com a eliminação do Bayern de Munique na Liga dos Campeões da Europa. Parece que o futebol acabou com a queda dos alemães. Ergueram um novo Muro das Lamentações e minimizaram a grandiosa classificação do Atlético de Madrid para a segunda final em apenas três temporadas. Tudo por conta do revolucionário Pep Guardiola, aquele que fracassou nas últimas quatro semifinais de Champions (três pelo time bávaro e uma pelo Barcelona. Em 2013, não disputou, pois se deu ao luxo de reservar um ano sabático em Nova York). Agora, o técnico terá a missão de implementar os métodos inovadores na Inglaterra, no endinheirado Manchester City. Whatever. O propósito aqui não é julgar o trabalho do catalão.

“Futebol menos colorido”, “antijogo”, “retranqueiro”, “feio” e “pouco vistoso” foram alguns adjetivos e expressões depreciativas proferidas pelos seguidores da seita Guardiola contra o Atlético, nas últimas 24 horas, em debates ou colunas de opinião.

Mal sabem que o Atlético de Madrid entende o futebol como uma metáfora da vida: intrincada, espinhosa e, por fim, redentora. O mundo, caros amigos, é um campo esburacado. É preciso matar um leão por dia para sobreviver. O Colchonero, moldado por Diego Simeone, soube se adaptar ao meio. Poucos enxergam beleza no trabalho e no caráter indômito do time da capital espanhola.

Um desarme pode ter a mesma elegância de um drible. Um bico para o alto pode ser elástico igual a um voleio. Um carrinho pode ficar tão plástico como uma pedalada. Um ferrolho pode ser tão bem elaborado quanto um ataque em bloco. Uma defesa pode ser espetacular da mesma forma que um gol de bicicleta. Um contra-ataque pode ser tão (ou mais) efetivo do que 80% de posse de bola. Cada um que utilize suas armas.

Esqueçam Barcelona, Bayern de Munique e o futebol-arte. O Atlético está mudando o rumo da história em belas páginas.



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