Jogadoras dos EUA processam federação por desigualdade de salários



"Jogo igual. Pagamento igual" (Foto: Reprodução)

“Jogo igual. Pagamento igual” (Foto: Reprodução)

Na luta cada vez mais forte por direitos iguais, as mulheres da seleção norte-americana decidiram se unir nesta quinta-feira (31). Carli Lloyd, Megan Rapinoe, Rebecca Sauerbrunn, Hope Solo e Alex Morgan estão movendo uma ação contra a Federação de Futebol dos Estados Unidos (USSF), entidade que paga os salários dos atletas que representam os EUA em competições internacionais, exigindo que os pagamentos a jogadores e jogadoras seja equalizado. Elas contam com o apoio da Comissão de Oportunidade de Emprego Igualitário (EEOC).

As cinco jogadoras da seleção três vezes campeã da Copa do Mundo e quatro das Olimpíadas se uniram para reivindicar salários mais justos e igualdade no mundo do futebol. No último Mundial, onde conquistou o título, a seleção feminina recebeu um total de US$ 2 milhões. Enquanto isso, os homens, que caíram nas oitavas da competição, faturaram US$ 9 milhões.

Os números falam por si só. Nós somos as melhores do mundo, temos três títulos mundiais, quatro Olimpíadas. A federação paga mais à seleção masculina apenas para mostrar-se do que para nós por ganharmos os principais campeonatos“, disse a goleira Hope Solo.

Historicamente, o time masculino carrega fracassos e ainda não conseguiu engatar no cenário do futebol mundial. Já o time feminino tem uma história de sucesso e muita dedicação, além de dar um lucro maior para a Federação. De acordo com documentos levantados por elas, em 2015 o time feminino gerou US$ 20 milhões a mais em receita que o masculino. A batalha é contra a discriminação que acontece não só com elas, mas com toda a equipe feminina, pois, mesmo estando no topo, algumas delas ganharam apenas 40% do que os homens faturaram.

Queremos jogar em campos de alto nível, só de grama, como a seleção masculina. Queremos ter acomodações de viagens equitativas e confortáveis. Queremos dedicar nossa vida a esse esporte e nosso país. Nós dedicamos nossas vidas à esse esporte e ao nosso país, e nós amamos o futebol e nossos fãs. Achamos que é hora dos empregadores realmente perceberem a desigualdade e fazerem não só o que é justo, mas o que é certo. Decidimos fazer isso por todas as garotinhas pelo país e ao redor do mundo que merecem ter voz, e se não utilizarmos a voz que temos, estaremos as decepcionando. Esperamos que se juntem a nós aprendendo mais sobre o problema e nos apoiando enquanto continuamos em frente“, publicou Alex Morgan em seu Instagram.



  • Why_Lies

    Simplesmente ridiculo.

  • Artur Volpi

    Piada, o interesse no jogo feminino e a exposição do mesmo é bem menor, tornando as receitas menores e portanto estabelecendo salários menores. Nada mais justo.

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