É hora de encarar a reformulação no Chelsea



Dar adeus a John Terry também significa se despedir de vez de uma fase de ouro do Chelsea (Foto: Tom Jenkins/Guardian)

A notícia de que John Terry deixaria o Chelsea na próxima temporada pegou todo mundo de surpresa. O capitão, que atuou em todos os jogos do time na conquista da Premier League 14/15, foi avisado pelo clube antes da partida contra o Arsenal que não teria seu contrato renovado e terá de vestir a camisa de outro clube a partir do meio do ano. A saída marca o fim de uma geração de lendas dos Blues.

Era difícil prever uma decisão como essa. No clube desde 1995, Terry fez parte do maior e melhor grupo de jogadores que já passou pelo Chelsea. O zagueiro passou por todas as fases de um time que ganhou seu lugar no cenário mundial e hoje briga nas principais competições. Foram momentos de decepção, como o pênalti que ele desperdiçou em 2008 na final da UEFA Champions League, e de glória, como os dezesseis troféus que conquistou até o momento.

Com o fim de sua caminhada no Chelsea, o clube também dá adeus ao último representante de um grupo que ficará na história para sempre. Frank Lampard, Petr Cech, Didier Drogba, Ashley Cole, José Mourinho e agora John Terry. Todos terminaram da mesma forma e não puderam encerrar suas carreiras em Stamford Bridge. Os dois primeiros, inclusive, foram para times rivais e acabaram fazendo a vida do torcedor dos Blues ainda mais difícil. Mas o ex-capitão da Inglaterra já garantiu que com ele não será assim e não tem chance dele atuar por outro clube da Premier League.

Não vai ser um fim de conto de fadas, eu não vou me aposentar no Chelsea, vai ser em outro lugar, o que levei alguns dias para superar, afirmou John Terry aos jornalistas ingleses depois da vitória por 5 a 1 sobre o Milton Keynes Dons.

Se alguém ainda precisava de uma prova do tamanho de sua importância, a mobilização dos torcedores nas mídias sociais diz tudo. Assim que John declarou o tom da conversa com a diretoria, milhares de fãs de todo mundo ficaram chocados. Apesar da idade já avançada (35 anos), ninguém pensa que já é a hora de dizer adeus. Tudo bem que essa temporada não tem sido o que todos esperavam, não só para Terry, como também para todo o time, mas ele ainda está em forma e tem muito a oferecer.

Ainda não há uma decisão oficial do clube e, dada mobilização contra, pode ser que Abramovich e a diretoria voltem atrás. Mas é importante enxergar que um ciclo terá seu fim. A reformulação dos azuis de Londres começou e, mais cedo ou mais tarde, os antigos deixarão seu legado para que novos atletas cheguem. Hazard, Zouma, os jovens da já vitoriosa base. Todos podem colher os frutos plantados pelas lendas dos Blues.



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