Beckham: craque também dentro das quatro linhas



David Beckham foi um fenômeno de publicidade, associando sua imagem a grandes causas e empresas, tornando-se um dos jogadores de futebol mais famosos – e ricos – de todos os tempos.

Se não tinha o mesmo tino para o futebol como para os negócios, Beckham pode se orgulhar de ter sido sim um grande jogador. Suas conquistas e os números de sua carreira depõem totalmente contra a noção de que o “Spice Boy” era só marketing.

Para começar, os títulos: 19 em 20 anos de carreira. Pelo Manchester United, seu primeiro clube e aquele que ele sempre levou no coração, foram seis Premier Leagues, duas Copas da Inglaterra, uma Liga dos Campeões e um Mundial de Clubes. No Real, ele foi campeão espanhol em 2007. Pelo Los Angelex Galaxy, bicampeão da MLS e, por fim, venceu a Ligue 1 com o PSG. Beckham é o único inglês a ser campeão nacional em quatro países diferentes.

Pela seleção inglesa, mais recordes: 115 jogos, maior número alcançado por um jogador de linha. Nenhum título, mas muitos momentos marcantes. De positivo, o golaço contra a Grécia no último minuto, que garantiu a vaga do English Team para a Copa de 2002. A expulsão diante da Argentina na Copa de 1998 é um raro motivo de vergonha para Becks.

A outra grande polêmica de sua carreira tem como antagonista Sir Alex Ferguson, outro que se aposentou há uma semana. Já com a cabeça fora do Manchester United, Beckham brigou com o técnico na frente de todos os jogadores. No meio da discussão, o escocês chutou uma chuteira na direção do inglês. O corte no supercílio mostrado no jogo seguinte era o sinal de que o ciclo de Becks no United havia chegado ao fim.

No Real Madrid, fez parte da histórica equipe dos galáticos, junto a Ronaldo Fenômeno, Zidane, Figo e Raúl. Muito glamour, jogadas bonitas, mas poucos títulos. Foram só dois.

Em 2007, Beckham mudaria para sempre o futebol dos Estados Unidos ao anunciar sua ida para o Los Angeles Galaxy. Morando no meio de Hollywood, ele se tornou um astro mundial, que transcendia o futebol. Virou alvo de paparazzi, fez amizade com outras estrelas, viveu uma vida de pop star. Ah, e ganhou títulos – foi bicampeão norte-americano. Entre uma e temporada e outra, ele ainda vestiu a camisa de outro gigante europeu: o Milan.

Em 2012, sua aventura nos Estados Unidos chegou ao fim e, aposentado da seleção inglesa, mostrou a seus críticos que ainda tinha fôlego – e futebol – para jogar em alto nível. No PSG, jogou alguns jogos e foi campeão francês. Um fim digno para uma carreira brilhante.



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