Quando Alex Ferguson foi cotado para assumir a seleção da Inglaterra



* Texto escrito pelo jornalista João Carlos Assumpção

Em 2002, quando cobri a Copa do Mundo acompanhando os adversários do Brasil no Japão, tive a oportunidade de assistir a alguns treinos da Inglaterra. Ou tentar assistir, porque a maior parte era fechada para a imprensa, ao contrário do que acontecia com os da Seleção Brasileira.

Na ocasião a mídia inglesa parecia dividida. Uma parte apoiava o trabalho de Sven-Goran Eriksson, outra criticava o técnico sueco. Entre os críticos, havia uma corrente que defendia convite para Alex Ferguson, que já dirigira a Escócia em 1986, assumir o comando da seleção inglesa.

Lembro que alguns achavam difícil, mesmo se o convite surgisse, que o escocês largasse o Manchester United, clube que dirigia fazia mais de 15 anos. Outros achavam que ele toparia o desafio.

Quando os ingleses perderam para a Seleção de Luiz Felipe Scolari, aquela famosa virada por 2 a 1, com direito a gol e expulsão de Ronaldinho Gaúcho, os críticos à comissão técnica ficaram alvoroçados e um jornalista da BBC chegou a perguntar a um dirigente da Federação Inglesa o porquê de não chamar Ferguson para a seleção.

O representante da entidade, no entanto, apresentou uma série de argumentos contrários ao convite. Entre eles, a forte identificação com o United, o que poderia provocar revolta de torcedores de outros times rivais. Outro, o fato de Ferguson ser conhecido por ter a língua solta e falar além da conta, formando uma legião de desafetos, inclusive por seu estilo autoritário.

Apesar da eliminação para o Brasil, Eriksson acabou seguindo no posto e cumpriu seu contrato até 2006, quando também não venceu a Copa da Alemanha, aí sim deixando a direção da Inglaterra.

Já Ferguson seguiu seu trabalho em Manchester. Com a língua solta e ferina até agora. Tanto que recentemente provocou polêmica com Ronaldo, Fenômeno, descrevendo-o como “gordo e velho” ao compará-lo a Cristiano Ronaldo.



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