Michael Owen: nem craque consagrado, nem promessa fracassada



Michael Owen, que nesta terça-feira marcou sua aposentadoria do futebol profissional para o fim da temporada, foi uma promessa não-cumprida do futebol mundial.

Falar isso, porém, diminui os feitos do atacante inglês, de apenas 33 anos. Apesar da fama de “bichado”, Owen tem um histórico de gols decisivos e títulos individuais que a maioria dos grandes jogadores do futebol mundial apenas sonha em ter em sua prateleira.

A começar pela distinção de ter se tornado, à época, o jogador mais jovem da História do Liverpool, um dos maiores clubes da Europa. No dia 6 de maio de 1997, ele entrou em campo vestido de vermelho pela primeira vez e marcou o único gol dos Reds na derrota para o Wimbledon.

Um ano depois, ele anunciaria sua chegada ao marcar um dos gols mais bonitos da História da Copa do Mundo, quando recebeu passe de Beckham, se livrou de vários marcadores argentinos e desviou a bola do goleiro Roa. Apesar do golaço, a Inglaterra acabou eliminada pelos rivais sul-americanos. Com a camisa do English Team, Owen disputou 89 jogos e marcou 40 gols.

http://www.youtube.com/watch?v=hPC6Yv3BPVY
(Gol épico de Owen sobre a Argentina na Copa do Mundo)

Ele vestiria a camisa do Liverpool por outras 296 vezes, marcando outros 157 gols, além de ganhar títulos coletivos, como o “treble” de copas em 2001, quando os Reds foram campeões da Copa da Uefa (atual Liga Europa), da FA Cup e da Copa da Liga inglesa; e títulos individuais como a cobiçada Bola de Ouro, de melhor jogador do futebol europeu.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=LQ9d4iTEgV0
(Owen marca o gol do título da Copa da Inglaterra no final do jogo contra o Arsenal)

Em 2004, ele resolveu se aventurar no galático Real Madrid, de Ronaldo, Raúl, Beckham, Figo e Zidane. Ainda que não tenha encontrado seu espaço no meio de tantas estrelas, o inglês marcou gols decisivos, como um diante do arquirrival Barcelona.

Curiosamente, ele havia citado a falta de ambição dos Reds como razão para sair. Na primeira temporada sem Owen, e liderado por um tal de Steven Gerrard, o Liverpool ganhou seu quinto título europeu, após superar o Milan em uma das finais mais épicas da História do torneio.

(Owen fecha o caixão do Barcelona com a camisa do Real Madrid)

Após uma temporada frustrada no Real, ele tentou voltar ao Liverpool, que só podia tê-lo por empréstimo. O Newcastle pagou 17 milhões de libras ao gigante espanhol e trouxe o “Golden Boy” de volta à Inglaterra. Nos Magpies, Owen começou a sofrer com lesões e acabou saindo de graça para o Manchester United, arquirrival dos Reds.

(Os cinco gols mais bonitos de Owen pelo United – o golaço da vitória sobre o City é o quarto da lista)

Sob a batuta de Sir Alex Ferguson, Owen foi basicamente um reserva de luxo. Mas, como sempre em sua carreira, deixou sua marca em um jogo importante, desta vez o da vitória contra o rival Manchester City, em 2009. Após três anos esquentando banco em Manchester, ele foi para a reserva do modesto Stoke, seu último clube. Mas aquele gol diante dos Citizens foi mesmo o último suspiro de uma carreira que pode não ter sido tudo aquilo que se pensou, mas passou longe de ser um fracasso.



  • Liniker

    triste demais, infelizmente as contusões não o fizeram brilhar o tanto quanto merecia… um de meus jogadores prediletos mas fazer oque neh essa é a vida…

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