Conheça a estrutura da International Board



Nos últimos meses, a International Board (Ifab) voltou a ser o centro das atenções no mundo do futebol ao liderar a busca e a aprovação pela tecnologia da linha de gol. Responsável por possíveis mudanças nas regras do futebol, a Ifab finalmente votou de forma unânime para introduzir sistemas tecnológicos que irão auxiliar os árbitros em lances em que há dúvidas se a bola passou ou não da linha do gol.

Ao contrário do que muitos acham, porém, a Ifab não é um órgão formado totalmente pela Fifa. Além da principal entidade do futebol mundial, as federações das nações britânicas (País de Gales, Inglaterra, Escócia e Irlanda do Norte) também formam a International Board e têm direito a votos.

Mas o que as federações britânicas têm a ver com a mudança de regras? Por quê todo esse poder centralizado em apenas quatro entidades?

A organização de regras foi feita pela primeira vez ainda no século XIX, quando os ingleses se juntaram às demais federações britânicas, fundando efetivamente a International Board, em 1886.

Quando a Fifa foi fundada, em 1904, já haviam regras pré-estabelecidades e a nova entidade resolveu se juntar à Ifab, aderindo a essas regras, buscando a uniformização das diretrizes do esporte. Assim sendo, a Fifa se tornou o quinto membro da International Board, que hoje é responsável por guardar, estudar e, se preciso, modificar as leis do futebol.

Curiosamente, até 1958 o poder das federações britânicas era ainda maior, com cada um dos membros tendo direito a dois votos. Depois dessa data, porém, a Fifa passou a ter mais controle, tendo direito a quatro votos, contra um de cada federação britânica.

Como cada proposta precisa de três quartos dos votos para passar, nenhuma decisão pode ser tomada sem a aprovação da Fifa, que detém 50% dos votos da Internatinal Board.

Toda essa matemática não foi necessária para aprovar o uso de tecnologia na linha do gol já que a votação foi unânime, mas a atual formação da International Board, segundo o próprio Joseph Blatter, ajuda a explicar a antipatia que algumas outras federações têm pelas britânicas e, inclusive, seria uma das razões pelas quais a Inglaterra perdeu a votação para sediar a Copa de 2018.

Será?



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