Espanha deixou de ser a favorita e a Itália cresceu?



Neste domingo acontece a partida mais esperada do ano na Europa. Espanha e Itália se enfrentam pela final da Eurocopa e, se no início da competição a Fúria era uma das principais favoritas ao lado da Alemanha, a história mudou durante o torneio. Sem conseguir ser efetiva, os papos da moda no futebol viraram falar que o jogo da Fúria é chato, e rir das traquinagens de Balotelli.

O jogo da Espanha não ficou chato, apenas está sentindo falta de alguém na frente para receber o passe, para se posicionar. Villa é o cara, mas aquela lesão lá atrás, no Mundial de Clubes, tirou o atacante da Eurocopa, e Vicente Del Bosque resolveu apostar em Fàbregas para a função. Cesc é um grande jogador, já provou isso diversas vezes, mas simplesmente não é isso que ele sabe fazer. Ele não tem a vivência, não sabe para onde precisa ir para buscar espaços, como se posicionar. Mesmo com a desconfiança em cima de Torres, Cesc acabou ficando para trás, e até Negredo foi testado na semifinal, mas ele não está no mesmo nível de Villa.

Uma boa forma de aproveitar bem o elenco espanhol seria mexer no meio, e não na frente. É desnecessária a presença de Xabi Alonso e Busquets juntos. O jogador do Real Madrid poderia ter ao seu lado o Fàbregas e Xavi. O ex-meia do Arsenal estaria mais próximo de sua posição na época dos Gunners, aumentaria a qualidade no meio-campo e abriria espaço para Torres na frente. E o “El Niño” tem estrela, merecia uma chance nesta final.

Já Cesare Prandelli, técnico da Itália, é inteligente. Muito. Ele sabe como poucos explorar os defeitos do adversário. Provou isso contra a Alemanha, quando abusou dos espaços deixados pelos laterais, principalmente do lado direito, já que Boateng estava improvisado, e jogou em cima de Badstuber, o mais fraco da zaga. No domingo ele pode fazer o mesmo. Fechar os espaços para a Espanha, que toca a bola como o Barcelona, mas os jogadores não têm a mesma mobilidade do clube catalão, são um pouco mais fixos. E tendo um jogador como Pirlo em uma fase iluminada (vem de uma temporada brilhante pela Juventus, depois de ter sido dispensado pelo Milan), e com Balotelli na frente.

Mas a Itália não se resume aos dois. O meio de campo é povoado, sabe marcar e jogar. Marchisio, Montolivo e De Rossi não são bobos, dão bons passes, lançamentos, como ficou evidente no jogo contra os germânicos. E Cassano está muito bem. O atacante se mexe demais, não sossega, dribla bem e arma boas jogadas para Balotelli, como no primeiro gol na semifinal, quando brincou em cima de Khedira e botou na cabeça do camisa 9. Ele, aliás, é um capítulo único desta Eurocopa, vai merecer um post apenas para ele, com ou sem título.

Fato é que a promessa é de uma grande partida em Kiev, muito melhor do que a estreia de ambas, quando se enfrentaram. As duas seleções cresceram durante a competição. A Itália mais, mas a Espanha evoluiu da forma dela, conseguiu passar da França em um jogo duro, e contra Portugal, em partida ainda mais disputada, apenas nos pênaltis. E a Azzurra, para muitos, deixou de ser surpresa e muita gente já a aponta como favorita.

Palpite da editoria Futebol Internacional:
Thiago Correia – Itália
João Vitor Xavier – Espanha
Leonardo Pereira – Itália
Raphael Martins – Itália
Carlos Alberto Vieira – Espanha



  • agenor g oliveira

    ….

    Apesar de todas as críticas (“o futebol da Espanha é ordinário…., é o chamado Tiki Taka…”), nós veremos, amanhã, novamente, a seleção espanhola dominando o jogo,do começo ao fim….
    Não tenho certeza de que irá ganhar, mas tenho certeza de que dominará as ações do jogo…

    Minha opinião:Espanha.

  • a azurra é sempre assim… chega como nao quer nada, vai pegando gosto pelo campeonato e chega a final e na maioria das vezes vence… lembrem bem 2006….. e se a ITALIA fgicar na arena palestra na copa do mundo, com certeza irei lá…..

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