A mágica de José Mourinho: por que o Real Madrid foi melhor do que o Barcelona



Mourinho experimentou no jogo do Campeonato Espanhol, dia 16, colocar Pepe na cabeça de área na partida contra o Barcelona. Marcação individual em Messi, enquanto Khedira colou em Iniesta – com Xabi Alonso na sobra. O jogo terminou 1 a 1, o português foi crucificado pela imprensa espanhola, que o chamou de retranqueiro. Mas nada mudou muito para o jogo seguinte.

Na coletiva de imprensa que antecedeu o segundo clássico, válido pela final da Copa do Rei da Espanha, na quarta-feira (20), Mourinho respondeu: aqui se defende com 11. E mostrou em campo um upgrade do que já havia feito no sábado. Pepe, Xabi Alonso e Khedira formaram o tridente à frente da zaga. Mas Özil e Di María foram essenciais na marcação também.

Esquema de Mourinho no primeiro tempo foi perfeito.

O resultado disso foi um 4-1-4-1, com Cristiano Ronaldo isolado no ataque. No primeiro tempo da final (vencida pelos merengues por 1 a 0), o Barcelona teve mais posse de bola, mas não criou nada. Mourinho colocou uma trava na engrenagem blaugrana, Messi & Cia. não funcionaram. A marcação do Real Madrid esteve sempre dobrada.

Na segunda etapa Guardiola encostou mais o time, aproximou os jogadores. E o jogo do time do Real exigiu muito fisicamente dos jogadores, que cansaram. De qualquer forma, ainda no segundo tempo, era possível ver algo que havia sido constante na primeira parte do jogo: Pepe, a chave do jogo madridista, era constantemente acionado como atacante. Chegou a carimbar a trave de Pinto no primeiro tempo.

À frente, é possível ver Pepe mais avançado, no lado esquerdo
Pepe como centroavante (!). Isso obrigava Busquets a jogar mais defensivamente. No meio, Iniesta e Xavi mais aproximados

No fim das contas o Barcelona ganhou terreno pois faltou perna ao clube merengue. Mou tentou segurar a mesma formação até o máximo que podia. Mas com Messi e Iniesta finalmente acordados na segunda metade da partida, o time de Guardiola incomodou. Adebayor substituiu Özil, Cristiano Ronaldo foi jogar na ponta direita, nas costas de Adriano, e o Real venceu o jogo.

Em contra-ataque rápido pela ponta esquerda, Di María venceu Daniel Alves e cruzou para o meio da área. Cristiano subiu com Adriano, que não achou nada. O português testou e marcou o gol do título merengue num momento em que o Barcelona avançava suas linhas, pressionando no campo de ataque. Lembram-se da história de defender com 11? Pois o Real agora se postava num 4-3-3, com todos os jogadores no campo de defesa.

Os laterais do Barça avançaram bem, mas o  time branco – com três linhas no campo de defesa – soube segurar a pressão culé

No fim das contas, saber defender contra o Barcelona – algo que Mou já tinha feito muito bem com a Internazionale na temporada passada, pela Liga dos Campeões – foi a arma para a vitória. Vale lembrar que, ainda assim, não foi uma tarefa tão fácil. Pedro chegou a marcar (em impedimento) após belíssimo passe de Messi. De qualquer forma, Guardiola vai ter de arrumar uma alternativa para fugir da armadilha portuguesa do Madrid.



  • daniel costa

    Acho que já tenho meu nome pra quando o Ricardo Gomes sair do meu Vascão.

    Mourinho?

    Não.

    Guilherme Bastilho neles!

    • Guilherme Bastilho

      Olha o exagero!

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