Vaia-versa

por Mauro Beting em 05.fev.2016 às 10:22h

Leandro Almeida não é Roman safra 2012. Nem Darinta modelo 1981. Mas pode virar nada disso e muito menos se Marcelo Oliveira insistir em escalá-lo. Tem hora que é melhor tirar o time de campo. Ou não colocar o cara que a torcida ama odiar. Até por respeito à pessoa. A torcida não vai com a bola dele. Não é fácil. E fica ainda pior quando ele quer sair jogando como se fosse Luís Pereira e erra dentro da área. E fica ainda pior quando ele entra no lance com maturidade de Teletubbies e leva o belo drible de Morais. 

O Palmeiras em 2015 dava mais chutões em um jogo que o Audax nos últimos três anos. Talvez por isso Leandro quis sair jogando. E por isso não deve mais sair jogando nas próximas partidas. 

Questão de preservação da espécie. Treinador bom como Marcelo sabe a hora de escalar um jogador. E sabe as semanas em que não deve escalar. 

O que eu também sei é que mesmo assim eu não vaiaria Leandro Almeida. Bola rolando? Nunca Apito final, posso atear fogo no estádio. Mas, com ela rolando, nem Darinta. 

Não funciona. Não dá certo. Só prejudica. Parece o Leandro Almeida dos últimos jogos.

Parece o Wallace, no Flamengo. Lucão, no São Paulo. 

E eles não se parecem. Lucão tem mais potencial que Wallace que joga mais que Leandro Almeida. Mas todos dão pesadelos para as arquibancadas, espelhos de más escolhas para as tribunas de imprensa. 
Merecem o escárnio pela escolha? Ou a responsabilidade é de quem escala, não deles que só jogam isso. Ou aquilo que a gente acha que eles não jogam?
Repito que respeito merece ser repetido. Sempre. Escalação de quem está em má fase ou é apenas mau zagueiro, isso não se pode repetir. Ou mesmo respeitar pela teimosia. 
Paciência é sempre virtude. Não vaiar com bola rolando deveria ser lema. 

Mas é que justamente paciência tem tanto limite quanto zagueiro vaiado e visado.