Independiente 3 x 1 Goiás (5 x 3 nos pênaltis)

por Mauro Beting em 10.dez.2010 às 14:01h

 

O que dói mais? Ser rebaixado sem dó para a Segunda divisão depois de campanha pífia de um elenco que não era tão ruim ou, com esse mesmo time, apenas com o treinador trocado, eliminar Grêmio, Peñarol, Avaí e Palmeiras nas casas alheias, e perder um título sul-americano apenas por um chute na trave, depois de quase ter conquistado o título internacional no segundo tempo e na prorrogação?

O torcedor do Goiás sabe a resposta. Se é que isso tem resposta. O mesmo deve valer, em outra ponta, para o eufórico gremista, que saiu de incômoda turma do funil na primeira parte do BR-10, reconquistou a aura vencedora com o não menos ídolo de campo e de banco Renato Portaluppi, ganhou de lavada o returno com espantosos 43 pontos e, de levada, com a queda esmeraldina em Avellaneda, ficou com mais um vale-Libertadores. A 13ª desde a primeira, em 1982.

Feliz da vida o imortal tricolor. Mas, se pudesse, ele trocaria mais uma chance de ser tricampeão sul-americano em 2011 para evitar que o Inter seja bi mundial nos Emirados Árabes, ainda este mês? Se pudesse achar a lâmpada do gênio, sobrando apenas um pedido, qual seria o do gremista? E o que pediria o torcedor do Goiás, que queria esfolar vivo aquele time que se perdeu feio no BR-10 com praticamente a mesma estrutura dessa turma que se recuperou de forma tocante na Sul-Americana e, que, em 210 minutos, foi melhor que o Independiente: será que o esmeraldino desejaria se salvar na Série A para 2011 ou gostaria mesmo de um título sul-americano na galeria e um passaporte para a Libertadores-11, mesmo padecendo na Segundona dos infernos?

Algumas respostas são mais fáceis. Mas as questões são mais complexas. Honestamente, não tenho ideia. Só tenho a convicção que o torcedor do Goiás dormiu ainda mais torcedor esmeraldino. Que o torcedor gremista, do mesmo modo, ainda mais tricolor. E que o colorado, cada vez mais confiante com os percalços da Internazionale, também dorme mais esperançoso. E orgulhoso pelos feitos do time. Mesmo se não der título, mesmo se não der bi em Abu Dhabi, só de estar por lá, entre os bambas, é motivo de satisfação. De erguer o peito e gritar que o Inter é campeão da América.

Como outros tantos já foram, como muitos ainda não são, como ainda mais não serão. Mas todos são campeões por terem ao lado, por baixo, para cima gente que acredita e sonha. E, mais que tudo, acredita. Em qualquer campeonato, em qualquer condição.

Gente que não precisa de títulos. Gente que torce. Os verdadeiros campeões de tudo.

  • the punisher

    Mauro betting presidente do fã clube de puxa – sacos do jose mourinho no brasil. Tentou ser jogador de futebol não conseguiu e por isso fez curso até de técnico. Só tá faltando fazer um curso de roupeiro.