Corinthians 2 x 0 Vasco – Visão de jogo

por Mauro Beting em 28.nov.2010 às 18:44h

 

++ ESCALADO PELO LANCE! E PELA RÁDIO BANDEIRANTES NA CABINE DO PACAEMBU. AINDA NÃO VI OS DEMAIS JOGOS ++

 

Corinthians fez o dever de casa, ganhou do desanimado Vasco por 2 x 0, e agora precisa torcer para que o rebaixado Guarani faça o milagre que o Palmeiras não conseguiu fazer em Barueri. Mais uma atuação melancólica vascaína que só felicitou o vascaíno que não quer o Fluminense campeão

 

O Vasco, no BR-10, foi esse time sem muita qualidade e pegada, ainda que organizado. O Corinthians pintou como favorito, se perdeu no meio do caminho, reencontrou-se, mas parece tarde. Agora, só se o rebaixado Guarani, no Rio, jogar com a vontade e futebol que faltaram a São Paulo, Palmeiras e Vasco nas últimas duas rodadas, e a Corinthians e Grêmio, no final do BR-09, para o Tricolor não conquistar o bi brasileiro.

Tite armou o Corinthians num 4-2-3-1: Dentinho desambientado como centroavante, com Danilo, Bruno César e Jorge Henrique armando, e Roberto Carlos passando pela esquerda contra Allan, o volante que não soube marcar. Rômulo e Renato Augusto ainda deram conta da marcação contra o rival que, afobado,  pouco fez na primeira etapa. Animou-se aos 5 minutos, quando Dinei (não aquele) fez o gol contra o Fluminense, em Barueri. O Vasco não conseguia fazer a bola chegar a Éder Luiz à esquerda. Mas melhorou – coincidentemente – quando o Flu empatou, aos 20 minutos do jogo no Pacaembu.

O clássico se arrastava até Bruno César arriscar da direita, Dedé desviar mal, a bola passar por entre as pernas de Prass, e colocar o Corinthians na ponta, aos 39. O Pacaembu se incendiou. Aos 12, bela tabela entre Roberto Carlos e Bruno César deixou o lateral colocar na cabeça de Danilo o segundo gol. Alegria que durou menos de um minuto, com o gol da virada tricolor em Barueri. O Fluminense voltava à ponta. Para não largar mais até o final dos clássicos que, na prática, terminaram ali. O Vasco teria uma chance até o final, o Timão outra. “Emoção” só com Zé Roberto fazendo três faltas em menos de três minutos até ser tardiamente expulso.

O que era tensão e emoção virou amistoso de luxo. Ou de lixo. Não por culpa dos pontos corridos. Talvez pela tabela. Certamente pelo desânimo de alguns. Ou pela pouca qualidade de muitos.

  • http://bloguedotimao.wordpress.com/ Álvaro

    Mauro,

    Essa história de mudar a tabela para salvar os pts corridos é das coisas mais ridículas que já inventaram.

    O estado de São Paulo tem 4 grandes. RS e MG só 2.

    Beleza, super justo!

  • Lucas

    Enquanto não há amordaças contra o povo brasileiro, é bom dizer o que percebemos. A banca de venda de favorecimentos da Casa Civil da República se reproduz totalmente dentro da CBF do Ricardo Teixeira que só não engana ninguém internacionalmente, como aponta notícia divulgada em recente publicação suiça. Portanto, não me surpreende que o petista Andres Sanchez, presidente do Todo Poderoso Timão e único aliado das posições de Teixeira na última eleição do Clube dos 13, garanta que não existem maracutaias nos bastidores do esporte chamado futebol. Afinal de contas, quem pode facilmente se sagrar campeão brasileiro neste domingo, graças a um esquema que envolve arbitragens fraudulentas, tem que no mínimo legitimar a promoção dos eventos esportivos da qual participa. O Fluminense que abra o olho. Como o Goiás ganhou de presente a vaga na final da Sulamericana, não terá o foco suficiente para causar dificuldades ao “time do povo” na partida simultânea de domingo, que garantirá o 5º título ao time do Presidente Lula. Contra tudo e contra todos, dirão os cronistas mais apaixonados que não se esquecerão de lembrar das entregas de São Paulo e Palmeiras, mas omitirão a garfada de que foi vítima o time de Aécio Neves depois da marcação do penalti aos 43 minutos do jogo contra o real concorrente Cruzeiro, em cima do jogador de maior pedigree do Brasil (insisto em afirmar: na Europa, atleta sem condições físicas não atua, porque as possibilidades de jogo de cena lá, são menores). A Grande Nação Corintiana e os mascates da informação (jornalistas do Lance?) e seus apaniguados (gente como Felldesign?) irão festejar junto. Afinal de contas, a estrutura a ser beneficiada com esta conquita, já encomendada, é comercial, política e social. O Lance irá vender que nem água e a conta das últimas eleições presidenciais no País também estarão pagas. Parabéns Timão, pelos títulos de 2005 e de 2010 (Centenário com prêmio de consolação) e pela forma com que foram obtidos. Desta vez, se não estiver certo, nunca mais escreverei em site algum…

  • Paulo

    O Corinthians manchou o campeonato brasileiro de 2010. Ficou explícito desde o início do campeonato que os deuses organizadores do futebol brasileiro dedicaram “especial atenção” ao clube paulistano. A proximidade íntima do presidente corintiano com a CBF deixou evidências mais que circunstanciais desse discurso. As manobras para enfraquecer adversários foram as mais diversas, passando até pela escolha do técnico da seleção brasileira. Arbitragens polêmicas sempre em favor do clube de São Paulo, criaram um clima de repúdio ao Corinthians que até clubes que não são rivais regionais demonstraram desejo de não vê-lo campeão. Esse desejo exarcebado de ver o time do Parque São Jorge campeão de qualquer coisa no ano de seu centenário colocou em xeque a política do vale tudo de seu presidente que a qualquer custo ou modo luta nos bastidores para concretizar seu feito. Deu errado no Paulista, na Libertadores e agora se apega com garras e dentes no Brasileiro. Mesmo assim algo não saiu como queria, será que o Simon não resolveu sua vida em Salvador, anulando o gol do Vitória e não marcando o pênalti do Rafael, mas a última cartada foi lançada e, novamente, o Simon, em sua derradeira apresentação, fará seu ato final corintiano-CBF, no jogo do Fluminense contra o Guarani. Se o Corinthians for campeão não me surpreenderei com a arbitragem polêmica no jogo do seu rival, pois isso faz parte do jogo (corintiano). E ainda assim que outro venha a ganhá-lo, para contrariedade dos mandatários do futebol brasileiro, o título vem manchado pelas artimanhas criadas, que enojaram as torcidas dos demais clubes que clamaram pela entrega de jogos para não ver a sujeira da política do Sr. André Sanchez enodoando o maior espetáculo da terra.