Mano Menezes – Resenha 2, no Bandsports

por Mauro Beting em 12.nov.2010 às 15:19h

 

Inacreditável é ser campeão com sete em campo. Fazendo o gol do título depois de defender dois pênaltis na casa do Náutico. Na Batalha dos Aflitos vencida em 2005 pelo Imortal Tricolor gaúcho.

Inacreditável é dirigir o 15 de Campo Bom até a semifinal da Copa do Brasil de 2004, perdendo a vaga apenas para o futuro campeão.

Inacreditável é erguer um gigante que assumiu em 2005 beirando o rebaixamento para a Série C e levá-lo de volta à turma de cima como campeão da Segundona. No ano seguinte, ainda ganhar o Gauchão na casa do futuro campeão mundial, e terminar o Brasileirão classificando o Grêmio para a Libertadores de 2007. Quando só caiu na final perdida para o Boca.

Inacreditável é assumir outro gigante rebaixado em 2007. Reformular todo o elenco, e levá-lo à decisão da Copa do Brasil de 2008. Ganhar a Série B com folga e, no ano seguinte, vencer o Paulistão invicto, conquistar a Copa do Brasil, e deixar o Corinthians centenário aplaudido por torcida e elenco.

Inacreditável é nas últimas horas virar o jogo que Muricy Ramalho não pôde jogar e assumir a seleção brasileira e a bronca de remontar uma equipe, um orgulho, uma história campeã. Mas machucada e malhada na África do Sul.

Duro de acreditar. Mas há como crer no duro que dá o gaúcho de Passo do Sobrado. Zagueiro que aos 24 anos percebeu que era melhor estudar educação física. Era melhor ser treinador. Campeão gaúcho de 2002 pelo Guarani de Venâncio Aires. Onde começou a jogar bola. Onde começou a ganhar títulos. Onde iniciaria uma carreira que, em apenas 13 anos, o levaria à seleção brasileira.

O décimo gaúcho a dirigi-la. Desde Oswaldo Brandão, em 1955, passando por Teté, Sylvio Pirillo, Foguinho, Carlos Froner, João Saldanha, Claudio Coutinho, Luiz Felipe Scolari, Dunga.

E, agora, Luiz Antonio Venker Menezes.

Mano Menezes.

O meu convidado para o Resenha desta quinta-feira, dia 11, no Bandspors. O treinador que tenta explicar o que tem nessa prancheta gaúcha.

Depois do programa exibido, volto falando mais do muito que disse o técnico, em agradabilíssima conversa. Embora menor em tamanho, mais ampla que a que tivemos em 2009, no “Papo com Mauro”, no Esporte Interativo

  • Jonas Rafael

    Taí, essa eu não sabia. Cláudio Coutinho era gaúcho? O cara tinha toda pinta de carioca.