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Corinthians e os Não-Corinthians

por Mauro Beting em 31.ago.2010 às 17:27h

Nasci um dia depois do aniversário do Corinthians.

Amigos e familiares alvinegros dizem que, de fato, sou de 1o. de setembro.
E só fui registrado pela famiglia palestrina por motivos óbvios em 2 de setembro.
É brincadeira. Até porque nasci faltando 1 hora e 15 minutos para 3 de setembro.
Mas tem lógica.
Tenho um primo palmeirense que mandou a mulher ficar de repouso absoluto em 1o. de setembro só para que a filha dele não viesse ao mundo na mesma data de fundação corintiana.
E ela nasceu linda e Luna no dia 3.

Sou anticorintiano?
Não. Sou não-corintiano.

Sempre fui.
Ainda mais quando há 20 anos o Jornalismo Esportivo me abraçou com a mesma paixão que tenho pelo meu clube de coração e de alma. Paixão que me paga e que me obriga prazerosamente a não distorcer por quem amo.
O que, muitas vezes, me leva a errar demais só pela ânsia de não ser parcial, clubista e bairrista – mesmo sendo tudo isso muitas vezes, até sem querer; até porque sempre vai ter quem acredita que você é tudo aquilo que a pessoa que acha é mil vez pior.

Não é de parcialidade este post.
É de Corinthians.
O oposto do que eu sou no futebol.

Muitas vezes, mais que meu time, o outro me deu felicidade.
Até porque, no confronto histórico, na disputa de títulos, as vantagens são do meu lado.

Mas não é por isso que gosto do Corinthians.
Até porque tem palmeirense me excomungando só por elogiar o centenário corintiano, como no post da última sexta-feira (ABAIXO REPUBLICADO).
Quem sugere que eu não possa mais apresentar festa de aniversário do meu time, que meus livros do meu clube sejam queimados, que eu lave a boca para falar do meu clube, e outros talibanismos menores. Do tamanho da mentalidade de quem não entende que para vencer algo é preciso haver um vencido.
Um adversário.
Um rival.

Eu gosto do Corinthians porque gosto do São Paulo porque gosto do Santos porque gosto do Flamengo porque gosto do Inter porquer gosto do Cruzeiro porque gosto de outros clubes que você sabe quais são e que eu aqui resumo porque não quero alongar ainda mais o parágrafo dos clubes que gosto porque amo o Palmeiras.

Gosto mais de uns, menos de outros.
Mas gosto de todos porque eles fazem o amor pelo meu clube ainda maior quando ganha. Quando empata. Quando perde. Quando joga.
Quando existe.

E isso, já escrevi e falei tantas vezes, é a maior vitória corintiana sobre os rivais. Um torcedor feliz simplesmente por existir. Por encontrar outro corintiano pela vida. Talvez nem o torcedor do Flamengo, em maior número, tenha essa alegria coletiva.

Ali é Corinthians, mano.
Quem não é, não tem a menor ideia do que é Corinthians.

Por isso, nas próximas horas, o céu estará mais escuro na noite, e o dia mais branco.

E quem não é Corinthians vai saber mais uma vez que não é preciso amá-lo para respeitá-lo como rival.

Em São Paulo, minha terra e do meu clube, verdes e negros só têm uma cor em comum. A branca. A da paz.
A da bandeira que deve ser erguida em todos os palcos e praças por presidentes, treinadores, atletas, jornalistas e torcedores de bom coração. De enorme emoção para aguentar mais um clássico que desde 1917 para a cidade. Qualquer uma. Mais um jogo para corintianos e palmeirenses não se entenderem nem no número. Cada clube faz uma conta diferente para o dérbi. Como o torcedor conta cada clássico do jeito que viu. Se é que viu. Se é que consegue contar o que estas linhas também não saberão.

Palmeiras e Corinthians são um só corpo dividido em duas almas. São pólos diferentes que se atraem por química, são corpos diferentes que ocupam o mesmo espaço na física. São gente desta terra e da terra nostra que se distinguem na história. São paulistanos da Zona Oeste e da Zona Leste que se distanciam pela geografia. São tão diferentes que acabam sendo iguais.

Eles não se odeiam. Respeitam-se. Como duelistas. Todo jogo vai ser dia de vitória. Ou melhor: de derrota. Do outro. O importante não é vencer. O que vale é o outro perder.

Um não vive sem o outro. Um morre se o outro vive. Mas ninguém precisa morrer no duelo onde quem é realmente vivo o vive intensamente. A rivalidade exige o adversário em pé, ainda que derrubado. A graça do clássico é a celebração dupla, da própria vitória, da derrota alheia. Sei que é menor, é mesquinho, é egoísta não se satisfazer apenas com o próprio sucesso, e torcer pelo fracasso alheio. Mas esse é o homem. Ser tão imperfeito e emocionante como um jogo de futebol que premia fracos, que derrota justos, que iguala desiguais. Sobretudo num clássico.

O Santos teve Pelé, o São Paulo tem os troféus. Mas a rivalidade histórica, essa nasceu antes que o craque de Três Corações, antes que o clube das três cores paulistas. É questão de tempo que é senhor da emoção. Corinthians e Palmeiras cresceram juntos, tiveram muitos filhos, e seguem prósperos, apesar de alguns filhos pródigos, impróprios ou infelizes. Seguem fazendo lindo esse casamento jamais consumado. Sempre negado. Mas que a bola sabe que esses dois viverão juntos para sempre. Porque esses amores não morrem. Nem podem matar.

É só o que queremos. Um clássico numa tarde de sol. Uma vitória para contar aos filhos, que contarão aos netos aquilo que realmente conta. Aquilo que os que tomam conta dos clubes estão de parabéns em desarmar espíritos e elevar o futebol àquilo que é: um jogo que vale por uma vida, e não uma vida colocada em jogo por uma cor.

Isso vale para o Dérbi. Para o Majestoso. Para o Choque-Rei. Para qualquer clássico em qualquer lugar do mundo.

Porque em qualquer lugar do mundo, nas próximas horas, haverá um corintiano chorando e dando parabéns a outros e a tantos.
Até você que gostaria que essa data não existisse e o clube também não, sabe, lá no fundo, onde estão as paixões, que clubes como o Corinthians precisam existir.
Para o bem dos corintianos, para o mal dos outros torcedores.

Você pode não ter nada em comum com o aniversariante. Pode querer sempre o mal dele.

Mas vai querer sempre ter o prazer de vencê-lo.

Essa é a força colossal do futebol.
Não basta só o seu time vencer. É preciso que o rival perca para a felicidade ser completa.
Essa é a maior força corintiana.
É o time mais amado. É o time mais querido para ser derrotado.

É Corinthians.

Parabéns pelos cem anos e pelo todos anos de nossa vida.

ABAIXO SEGUE O TEXTO PUBLICADO NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA, NO BLOG:

É amanhã. Foi ontem. É hoje. Será sempre. O Corinthians não precisa de data para celebrar. Só precisa de Corinthians.
Pode parecer mesquinho para os outros, onanista, até. Mas isso é Corinthians para quem de fato importa – o corintiano. Basta existir.
O fiel não precisa de jogo, de estádio, de adversário, de futebol, de campeonato, de gol, de vitória, de título.

O corintiano só precisa do Corinthians para ser feliz.

Só precisa de outro corintiano para fazer festa. Ele se encontra pela rua e confraterniza como se visse um Luisinho, um Marcelinho, um Neco, um Neto, um Rivellino, um Sócrates, um Wladimir, um Cláudio, um Biro-Biro, um Zé Maria, um Basílio, um Gilmar, um Brandão, um ídolo. Um corintiano. Que não precisa ser craque, pode até ser bagre. Desde que saiba que a camisa não é um símbolo. É tudo. É Corinthians.

Não é um bando de loucos. É um corintiano. Definição precisa e perfeita. Completa e complexa. Mas simples como um torcedor que ama o time como ama a família. Se não torce de fato mais pelos 11 que jogam por todos que pelos entes queridos. Afinal, é tudo do ente. É tudo doente. É tudo Timão.

O Corinthians não é a vida de um corintiano.
Antes de ser gente ele é Corinthians.
Por isso tanta gente é Corinthians. Num Brasil imenso e injusto socialmente, o campeão dos campeões paulistas é dos maiores fatores de inclusão, justiça e igualdade no país.

Não por acaso é nação dentro deste continente. Tem regras complicadas, tem razões malucas, tem paixões regradas. Tem de tudo e tem para todos no Parque São Jorge. Na casa por usucampeão Pacaembu. No Morumbi tantas vezes palco das festas. No Maracanã campeão mundial em 2000. Nas tantas praças brasileiras que viraram casas corintianas em títulos e troféus. Até mesmo nas dores que não murcharam amores. Até mesmo nas vergonhas nos gramados e nos sem-vergonhas das tribunas e tribunais, o Corinthians sempre soube ganhar como raros, e até soube perder como poucos. Mesmo perdendo a cabeça e perdendo o juízo. Mas jamais perdendo o coração.

Doutor, eu não me engano, mesmo que meu coração seja o oposto do corintiano, não há nada que bata tanto e por tantos como esse que se diz maloqueiro e sofredor, graças a Deus!

Esse prazer de eventualmente sofrer é exclusividade alvinegra. Esse amor não se explica. É um presente. É um dom. É uma doação, mesmo quando mais parece uma danação. É sina que não se explica, que fascina até quem não é, até quem não gosta. Não sei explicar o Corinthians. Nem os corintianos conseguem.
Mas nada disso é preciso. O que importa é que sempre haverá no estádio e em cada canto um fiel. Um estado de espírito alvinegro. Um torcedor que acredita sem ter por que; que torce sem ter por quem; que joga sem ter com quem.

Listar os títulos corintianos não é fácil. Mais difícil é compreender um torcedor que até se orgulha dos fracassos. Até na segunda dos infernos. Em 2008, vi gente acreditando como sempre desde 1910. Vi fiel não abandonando. Não parando. Acreditando. Corintianando.
Fiel pode até ser rebaixado – mas não se rebaixa. Raros sabem perder e ganhar como nenhum outro jamais venceu.
Ainda mais raros (embora muitos) nasceram sabendo que quem ama não perde. Podem até ter times melhores. Mas mais amados?
Nestes 100 anos, não conheço igual.
Até porque quarta-feira não será um dia especial.
Desde 1º. de setembro de 1910, todos os dias são especiais.
Todos são dias de Corinthians.

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