Brasil brasileiro

por Mauro Beting em 11.ago.2010 às 12:05h

Bela estreia de Mano Menezes na Seleção.
Bela reestreia do futebol brasileiro na Seleção.

A camisa do Brasil pesou para os Meninos da Vila 3.0 como pesa a do Santos e como pesa um colete em pelada de praia para esses moleques maravilhosos.
Não só as camisas do treinador da Seleção são mais bonitas que as do antecessor.
Quem as veste jogou mais bonito. Mais elegante. Mais ofensivo. Mais brasileiro, enfim.
Como Pato, Ganso e Neymar já poderiam estar entre as feras canarinhas na África do Sul. Como estiverem absolutamente em casa em Nova Jersey.
Numa “nova camisa”, numa tradução livre como os meninos do Brasil.
Numa tradição que não podemos amarrar com a camisa-de-força tática ou comportamental.

O 4-2-3-1 de Mano era parecido com o de Dunga em números. Mas em nomes, em mentalide, em liberdade, é outra história.
Que pode ser antológica como costuma ser o Brasil quando joga como Brasil – ainda que facilitado pelos EUA que voltaram a jogar como Estados Unidos com a bola redonda demais. Não bicuda com a do futebol americano. Não com os bicos de uma era que poderia ter sido mais feliz se a administração não fosse tão carrancuda.

É ainda só o começo.
Mas ele é ótimo. É mais feliz. É mais brasileiro.
Um time com a cara do Santos, com a cara do Brasil.
Um time que dá prazer de ver, orgulho de torcer.
O Brasil jogou como Santos: melhor: o Brasil jogou como Brasil.

PS: Leite com peixe

Vou fazer vaquinha para Ganso e Neymar permanecerem no Brasil por mais tempo. A Seleção, o futebol e o torcedor precisam de mais entrosamento e gente que joga junta.

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