Brasil 3 x 0 Chile

por Mauro Beting em 28.jun.2010 às 18:05h

Uma senhora vitória brasileira. Contra um senhor rival – do meio para frente. Um Chile que ataca com o grande Marcelo Bielsa, que pensa e joga grande. Que nos primeiros 10 minutos veio para cima, com um 4-3-3 ousado, embora com intérpretes discutíveis como Mark González. Com ele aberto pela esquerda, Alexis Sánchez pela direita, Suazo em má forma no comando, Isla e Beasejour bem espetados mais à frente, o Brasil sentiu.

Mas faltou ritmo a Suazo. E sobraram, novamente, Lúcio e Juan (o melhor em campo). Muito bem protegidos por Gilberto Silva (em notável atuação) e, também, por Ramires. Um que aporta dinâmica, velocidade, técnica e melhor qualidade na saída de jogo. Um que também ajudou Michel Bastos a fazer sua melhor partida pelo Brasil. Tanto marcando o ótimo Sánchez, tanto apoiando o ataque, onde terminou o jogo, com a entrada de Gilberto.

O jogo era igual, equilibrado, com um pouco mais de chances brasileiras, quando Maicon se aproveitou da baixa, frágil e reserva zaga rival, e o imenso Juan fez 1 a 0. Mais três minutos, Robinho armou para Kaká enfiar para Luís Fabiano fintar o fraco Bravo, e definir a vitória. Não o placar, construído definitivamente aos 13, em arrancada sensacional de Ramires, que serviu poara Robinho fazer o terceiro e ser considerado o Man of The Match.

Talvez não seja o caso. Como não era, mais uma vez, o caso de Dunga ter mantido Ramires em campo, Pendurado por uma falta tola contra a Coreia do Norte, voltou a ser infantil com o treinador, que perde ótima opção para o jogo sem favoritos contra Holanda.

Minto. Um jogo mais para o Brasil que contragolpeia melhor que a ótima Holanda. E se Michel Bastos repetir a ótima partida contra o excepcional Robben, dá até para não sofrer tanto num clássico que será aberto como foi boa parte do jogo contra o Chile. E que pode ter o mesmo final feliz.

Brasil no 4-2-3-1, com Ramires fazendo melhor a de F.Melo, e Daniel Alves embolando no lugar de Elano; Chile inova no 4-3-3, com Beausejour por dentro, e Jara torto pela direita, de olho em Robinho

SEGUNDO TEMPO

O Chile mudou para voltar a ser o mesmo no segundo tempo, no 3-3-1-3, com Valdivia próximo de três na frente. O Brasil especulou bem no contragolpe. Pena ter perdido Ramires, que qualificou o jogo, e ajudou Michel Bastos a fazer ótima partida.

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