Quem irá virar o jogo e o nome na Copa?

por Mauro Beting em 08.jun.2010 às 7:11h

 

Thadée Cisowski. Rene Biliard. Conhece? Três vezes artilheiro do Campeonato Francês pelo Racing de Paris, Cisowski era polonês de nascimento. Como o grande armador Raymond Kopa, que com ele faria a dupla de criação ofensiva francesa na Copa-58. Mas uma das tantas lesões no joelho o impediram de jogar o Mundial na Suécia. Seu substituto, Rene Biliard, teve ainda mais azar, e se lesionou pouco antes do Mundial. O treinador francês Albert Batteux teve de convocar um marroquino naturalizado para o comando de ataque. Just Fontaine. O maior artilheiro de Copas, com 13 gols em apenas seis jogos. Chamado apenas pelo infortúnio de dois colegas.

Josimar. Lembra? Leandro tomou atitude de caráter e resolveu não embarcar com a delegação brasileira para a Copa-86, em solidariedade ao cortado Renato Gaúcho, parceiro de todas as horas. O lateral-direito do Botafogo foi convocado para a reserva de Edson Abobrão, que virou o titular. No segundo jogo se machucou. O volante Alemão o cobriu no restante da partida contra a Argélia e quase ficou no time. Mas Telê resolveu apostar no vibrante e esforçado botafoguense, que foi titular contra a Irlanda do Norte e fez um gol magnífico, de fora da área. Na partida seguinte, um dos mais belos e inusitados gols de todas as Copas, num tirambaço improvável. E Josimar fez história, na única semana que, realmente, jogou um futebol de seleção e de Copa do Mundo.

Schillaci? Centroavante do Messina (série B) que foi parar na Juventus. Foi a maior surpresa da convocação da Itália para a Copa-90. Quase como Grafite, no Brasil de Dunga. No desespero entrou contra a Áustria e deu a vitória. Acabou artilheiro da Copa, celebrando os gols com a garra com que se atirava ao campo, com os olhos esbugalhados que fizeram história. Anos depois ele explicou o porquê da carranca siciliana: “nem eu acreditava no que estava fazendo! Um siciliano humilde que fazia gols pela Itália numa Copa. Como todo o mundo não me conhecia, nem eu me reconhecia”.

São 736 nomes em 2010. Muitos chamados além da hora, no Mundial com o maior número de defecções por contusão na história. Alguns tantos que nem deveriam estar por aqui. Mas todos, claro, com chances de fazer muito em pouco tempo. E por todos os tempos

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