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Dia 3 – A vuvuzela ronca. Eu, não

por Mauro Beting em 06.jun.2010 às 21:21h

 

São 21h07 no horário de Brasília. Aqui, são 5 horas a mais. Prefiro até não fazer as contas para não ficar mais cansado. Afinal, nesta segunda que já é segunda para mim, nesse domingão que ainda é fim de feriado para vocês no país varonil, entro pelos ares na Rádio Bandeirantes lá pelas 5 da matina. Sei lá que horas saio. Nem quando entro no Bandsports. Na Band, enfim, não sei. Melhor não saber. Deixa a vida e a escala me levarem.

Como eu, como Edmundo. Alguns colegas de ofício reclamam da vida aqui na África. Lugar onde mais deveríamos aprender a conviver melhor, a respeitar ainda mais as diferenças, a sorrir acima de tudo, e ao lado de todos. Mas ainda bem que alguns pensam e sentem como o Aninal, colega de comentários na Band. Ele diz que daria a vida para estar sendo pago para ver e comentar futebol – como estamos. Como deu quase tudo para estar em uma Copa – como esteve, em 1998. E, pelo talento, poderia ter estado em 1994 e 2002, tivesse a cabeça mais tranquila. A percepção que tem hoje, e abriu o coração enquanto caminhávamos para tirar as fotos oficiais do time do Grupo Bandeirantes na Copa.

Como eu, Edmundo está uma alegria só pela oportunidade. Imagino o mesmo de cada um dos convocados das 32 seleções. E penso na dor dos que foram cortados aqui chegando. Ou pouco antes. Ou nem foram relacionados. O sentimento também de muitos colegas que estão no Brasil ralando como nós. Mas sem o mesmo prazer inenarrável de ofício de sentir o cheiro da Copa. E da alegria dos africanos em recebê-la. E de nos receber ainda melhor.

É tanta festa que ela não para. Escrevo com sono porque há uma vuvuzela perto do hotel que não me deixa dormir. Que ronca alto como a que me acordou no primeiro dia. Parece imagem feita. Mas é som pouco perfeito: é uma vuvuzela atrás da outra. É um barulho só. Como se fosse um só povo berrando no frio de Johanesburgo. Uma cidade alegre e colorida que se fecha em casa na noite gelada e perigosa da metrópole que não tem um restaurante aberto.

Ou melhor, até tem. Um McDonald’s perto do hotel. Mas só funcionava o drive-thru. Ou melhor: o walk-thru. Sim. O motorista Derrick e cinco valorosos membros do grupo Bandeirantes foram a pé pelo drive-thru, para não ter que fazer andar de novo a van estacionada. Demos a volta ao mundo para dar uma volta num McDonald’s gelado e quase fechado. Foi engraçado. E foi o melhor Big Mac em muito tempo.

O mesmo gosto do Brasil e do mundo. Só que a pé. Contando história e piada. Abrindo os trabalhos numa terra onde se anda com medo à noite. Quando todas as vuvuzelas são pardas. Mas que são mais coloridas no dia seguinte. No primeiro dia útil da Copa que enfim começa.

Ainda bem. Não aguento falar só de alegria, injustiça social e vuvuzela. Não aguento mais ver delegação chegando e craque se machucando. Quero ver futebol. Por mais que, na primeira fase, veremos muito mais jogo que futebol.

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